Resumo da notícia
- A sequência de quedas do cacau em Nova York terminou com alta de 8,07%, após a revisão das estimativas globais de oferta pela Organização Internacional do Cacau, que reduziu o superávit mundial para 49 mil toneladas.
- A nova projeção indica safra global de cacau em 4,69 milhões de toneladas para 2024/25, abaixo das 4,84 milhões previstas anteriormente, mas analistas mantêm cautela devido à expectativa de alta produção em 2025/26.
- O açúcar e o algodão também fecharam em alta, com valorização moderada, enquanto o suco de laranja congelado e concentrado subiu pelo terceiro pregão consecutivo, impulsionado pela demanda internacional.
A sequência de quedas do cacau em Nova York terminou nesta sexta-feira (28). Os preços reagiram com força, após revisão nas estimativas globais de oferta. Os contratos para março de 2026 subiram 8,07%. As negociações fecharam a US$ 5.504 por tonelada.
O mercado reagiu imediatamente aos novos dados oficiais. A Organização Internacional do Cacau reduziu a projeção de superávit mundial. A estimativa para 2024/25 caiu de 142 mil para 49 mil toneladas. Além disso, a entidade revisou para baixo a produção global.
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Nova projeção de safra
A nova projeção indica safra de 4,69 milhões de toneladas. Antes, o volume estimado era de 4,84 milhões.
No entanto, analistas mantêm cautela para os próximos meses. O mercado ainda projeta pressão nos preços. Segundo o setor, a expectativa de alta produção em 2025/26 limita novas altas. Por isso, traders apostam em ajuste de preços no médio prazo.
Açúcar e algodão sobem levemente
O açúcar encerrou a sessão com valorização moderada. Os contratos para março subiram 0,46%, a 15,21 centavos de dólar por libra-peso.
O algodão também fechou em alta, porém discreta. A cotação avançou 0,22%, para 64,71 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja mantém sequência de ganhos
O suco de laranja congelado e concentrado subiu pelo terceiro pregão seguido. Os contratos para janeiro avançaram 3,76%. As negociações fecharam a US$ 1,5605 por libra-peso. O mercado segue atento ao comportamento da demanda internacional.