Cruz de Malta Blend de Safra recebeu 90 pontos em concurso realizado em Mendoza; estado já identificou 69 municípios com menor risco climático para oliveiras
azeite cruz de malta
Foto: Divulgação

O azeite do Paraná ganhou destaque internacional após conquistar uma premiação no 20º Concurso Internacional de Azeites de Oliva Extravirgem OLIVINUS 2026, realizado em Mendoza, na Argentina.

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Produzido em Irati, na região Centro-Sul, o Cruz de Malta Blend de Safra recebeu 90 pontos e o Gran Prestigio Oro. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), é a primeira vez que um produtor do estado conquista uma premiação em um concurso internacional.

A competição reuniu amostras de 217 empresas de 21 países, avaliadas por um júri de 35 integrantes. Conforme a organização, o Gran Prestigio Oro contempla azeites que superam 86 pontos na avaliação.

Cultivo de oliveiras começou em 2020

O produtor Marcio Thomaz iniciou o cultivo em Irati em 2020, com 800 árvores. Desde então, o IDR-Paraná acompanha a área para avaliar a adaptação de diferentes cultivares às condições do estado.

Esse trabalho também contribuiu para a elaboração do Boletim Técnico de Riscos Climáticos da Olivicultura do Paraná. O levantamento identificou 69 municípios com condições preliminares favoráveis ao cultivo.

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azeite cruz de malta
Foto: Divulgação

A análise considera fatores como altitude, temperatura, horas de frio, umidade e condições durante os períodos de floração e produção.

Entre os materiais avaliados, Arbosana, Arbequina e Koroneiki apresentaram resultados positivos. Por isso, o instituto recomenda testar diferentes cultivares nas propriedades, já que características do solo e do microclima podem alterar o desempenho das plantas.

Cadeia ainda está em formação

Apesar da premiação internacional, a olivicultura paranaense ainda está em expansão.

O estado possui aproximadamente 25 produtores e cerca de 90 hectares cultivados. Como muitos pomares ainda são jovens, não há dados consolidados sobre produtividade.

A oliveira começa a produzir frutos entre o segundo e o terceiro ano. A partir do quarto ou quinto ano, a produção tende a se estabilizar.

Por isso, o prêmio representa um sinal de potencial, mas não indica que a cadeia esteja consolidada. O setor ainda precisa avançar na avaliação de produtividade, adaptação regional e manejo.

Para o IDR-Paraná, a atividade também pode criar oportunidades de valor agregado para as propriedades rurais.

Extração rápida influencia o produto

O intervalo entre a colheita e a extração também exige atenção. Em pequenas propriedades, o processamento pode ocorrer poucas horas depois da retirada dos frutos.

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Na propriedade de Thomaz, a extração acontece poucas horas após a colheita. O produtor cultiva nove variedades, e a colheita normalmente ocorre entre fevereiro e março.

Como cada cultivar apresenta um período diferente de maturação, o trabalho pode se estender por 45 a 60 dias. A proximidade da estrutura de processamento ajuda, portanto, a reduzir o tempo entre a retirada das azeitonas e a extração.

Pesquisa vai ampliar avaliação

O zoneamento do estado ainda é preliminar. Agora, o IDR-Paraná pretende ampliar a validação das cultivares nas regiões consideradas favoráveis.

Além disso, universidades e instituições de pesquisa devem contribuir para ampliar os dados sobre produtividade, manejo fitossanitário e estruturas de processamento de menor porte.

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Para quem pretende investir na atividade, a orientação é procurar assistência técnica nos escritórios regionais do IDR-Paraná e consultar o Boletim Técnico de Riscos Climáticos da Olivicultura do Paraná.

Assim, o prêmio conquistado em Irati amplia a visibilidade da produção de azeite no Paraná. Ao mesmo tempo, as pesquisas continuam avaliando quais cultivares e regiões oferecem melhores condições para o avanço da atividade no estado.