Rendimento médio chega a 455 litros por saca, enquanto nova florada e previsão climática orientam o manejo das lavouras
Café em processo de secagem no terreiro no Cerrado Mineiro
Café em processo de secagem no terreiro no Cerrado Mineiro - Foto: Guima Café.

A colheita de café arábica chegou a 99% na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro, até 11 de setembro. Além disso, os produtores já beneficiaram cerca de 90% da produção, com rendimento médio de 455 litros por saca de 60 quilos.

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Na reta final, os produtores concentram os trabalhos no recolhimento do café que caiu no chão. Segundo os técnicos da Expocacer, esse volume representa aproximadamente 30% da produção total. Até agora, eles já recolheram cerca de 80% desse café.

Entretanto, as chuvas entre 5 e 9 de setembro interromperam temporariamente o recolhimento. Como o solo ficou mais úmido, os produtores enfrentaram dificuldades para movimentar máquinas e realizar operações mecanizadas. O índice médio de catação está em torno de 21%.

Nova florada chama atenção

Enquanto os produtores encerram a colheita, uma nova florada apareceu na região e representa, em média, 33% do potencial total, segundo os técnicos da Expocacer.

Nas lavouras de carga baixa ou safra zero, a intensidade foi maior. Já nas áreas com cargas produtivas elevadas, os técnicos observaram menor intensidade.

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Além disso, novas chuvas podem favorecer outra abertura de flores. Como o ciclo começou antecipadamente, os técnicos recomendam adiantar os manejos nutricionais e reforçar o monitoramento da broca-do-café.

Clima preocupa para a próxima safra

O Cerrado Mineiro voltou a receber chuvas depois de um período de temperaturas elevadas e baixa disponibilidade hídrica. Em Patrocínio (MG), setembro acumulou 43,1 milímetros até o dia 11, acima dos 35,9 milímetros registrados no mesmo período de 2025, segundo dados da Expocacer.

Ainda assim, a distribuição das precipitações permanece irregular. Por isso, a cooperativa mantém atenção aos possíveis efeitos do El Niño sobre o pegamento das flores, a formação dos chumbinhos e a granação dos frutos.

Em setembro, o INMET informou probabilidade superior a 90% de configuração de um El Niño muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro. No entanto, os efeitos do fenômeno podem variar conforme as condições de cada região.

Dessa forma, o acompanhamento das previsões meteorológicas e da umidade do solo ganha importância enquanto os produtores encerram a colheita de café e planejam a próxima safra.