Resumo da notícia
- A Embrapa e instituições chinesas firmaram acordo para desenvolver inteligência artificial, automação e robótica na agricultura familiar, com centros-piloto no Brasil para máquinas inteligentes e IoT.
- O programa de cinco anos prevê uso compartilhado de tecnologias por cooperativas, facilitando o acesso dos pequenos produtores a equipamentos avançados sem a necessidade de compra individual.
- A parceria inclui pesquisas conjuntas, intercâmbio de pesquisadores e avaliação da integração das tecnologias ao Pronater, visando capacitação e assistência técnica para agricultores.
A Embrapa e instituições chinesas firmaram um acordo para desenvolver e adaptar soluções de inteligência artificial na agricultura familiar, automação e robótica. A parceria prevê
com máquinas agrícolas inteligentes, sensores e internet das coisas (IoT), além do uso compartilhado desses recursos por associações e cooperativas.
As instituições assinaram o Memorando de Entendimento na segunda-feira (21), em Nanjing, na China. O programa terá duração prevista de cinco anos e reunirá a Embrapa, a Universidade Agrícola de Nanjing (NAU), a Academia de Ciências Agrícolas de Jiangsu (JAAS), a Sinomach Digital Technology Corporation e a Associação Internacional para Cooperação Popular (IAPC).
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Para o pequeno produtor, o principal efeito esperado está na forma de acesso às novas tecnologias. Em vez de cada agricultor precisar comprar individualmente equipamentos de maior custo, a proposta prevê a oferta de serviços por meio de associações e cooperativas.
Tecnologia voltada ao pequeno produtor
O acordo prevê a implantação de Centros de Serviços de Maquinário Agrícola Inteligente em áreas-piloto no Brasil. Esses espaços poderão reunir máquinas de pequeno e médio porte, sensores, sistemas de IoT e ferramentas de inteligência artificial na agricultura familiar para apoiar o monitoramento e a gestão das lavouras.
Além disso, as instituições planejam pesquisas conjuntas sobre máquinas agrícolas inteligentes, plataformas digitais e modelos de cultivo. O programa também inclui intercâmbio de pesquisadores, missões técnicas, workshops e capacitações.
A proposta ainda prevê a avaliação de uma possível integração das unidades demonstrativas ao Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pronater). Dessa forma, a tecnologia poderá chegar acompanhada de capacitação e orientação técnica.
No entanto, os agricultores ainda não terão acesso imediato a esses centros. O acordo estabelece uma cooperação para pesquisa, desenvolvimento e implantação de projetos-piloto. Portanto, a assinatura do documento não significa que as soluções já estejam disponíveis em escala no campo brasileiro.
Brasil e China ampliam cooperação
A parceria integra uma agenda de cooperação científica e tecnológica cumprida pela Embrapa na China entre 15 e 22 de setembro. Durante a missão, a delegação participou da World AgriFood Innovation Conference (WAFI) 2026, em Pequim, e realizou reuniões com universidades, instituições de pesquisa e empresas chinesas.
A agenda também envolveu discussões sobre agricultura digital, bioinsumos, agroecologia, compostagem e inovação nos sistemas agroalimentares.

A aproximação entre a Embrapa e a Sinomach Digital começou antes do novo acordo. Em 2025, as duas instituições assinaram um memorando em Brasília, posteriormente incorporado a um memorando bilateral entre Brasil e China.
Durante a missão, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, também se reuniu com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), em Xangai. O encontro tratou de possibilidades de cooperação relacionadas à agricultura brasileira.
A cooperação ainda depende da implantação das áreas-piloto e do desenvolvimento das soluções previstas no acordo. Por isso, o impacto para os agricultores familiares será definido à medida que os projetos avancem e os equipamentos e serviços cheguem às propriedades.