Documento reúne contribuições de 37 entidades para o decreto que regulamentará a Lei nº 15.070/2024
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Foto: Divulgação AGCO

A regulamentação da Lei dos Bioinsumos recebeu uma nova contribuição do setor produtivo. Um grupo formado por 37 entidades enviou à Casa Civil uma proposta consolidada para subsidiar a elaboração do decreto que regulamentará a Lei nº 15.070/2024, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal (Abisolo).

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Após uma reunião realizada em 25 de agosto, técnicos da Casa Civil receberam representantes de dez das entidades que participaram das discussões. Na ocasião, a Casa Civil solicitou ao grupo uma proposta consolidada, acompanhada das respectivas justificativas, até 28 de agosto. Segundo a Abisolo, as entidades enviaram o material dentro do prazo.

Regulamentação ainda está em discussão

A Lei nº 15.070, sancionada em dezembro de 2024, estabeleceu regras para produção, importação, exportação, registro, comercialização, uso, fiscalização e pesquisa relacionadas aos bioinsumos. Além disso, a norma alcança aplicações nos setores agrícola, pecuário, aquícola e florestal.

Desde a publicação da lei, o governo federal trabalha na elaboração das regras complementares. Em janeiro de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) apresentou uma proposta preliminar de decreto para receber contribuições.

A discussão continuou em agosto. No dia 11, a Câmara Temática de Insumos Agropecuários realizou uma reunião extraordinária para tratar do decreto que regulamentará a Lei nº 15.070/2024.

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Nesse contexto, o documento enviado pelas entidades representa uma contribuição ao processo regulatório. No entanto, isso não significa que o governo incorporará integralmente as sugestões ao texto final.

Grupo de trabalho reuniu entidades do setor

A construção da proposta começou após a publicação da Portaria MAPA nº 1.270, de 25 de abril de 2025. A norma criou um grupo de trabalho com representantes de entidades públicas e privadas para discutir uma proposta de regulamentação.

A Abisolo participou das discussões ao lado de outras organizações. Depois dessa etapa, o MAPA encaminhou uma proposta de decreto às Câmaras Temáticas para receber novas contribuições.

Segundo a Abisolo, o ministério havia se comprometido a apresentar uma devolutiva ao grupo de trabalho antes de encaminhar o texto final à Casa Civil. Entretanto, essa devolutiva não ocorreu, enquanto a Casa Civil já trabalhava na proposta. Por isso, representantes das entidades solicitaram uma reunião com os técnicos do órgão.

Durante o encontro de 25 de agosto, os representantes apresentaram os principais pontos que consideravam necessários para a regulamentação. Participaram da reunião dez das 37 entidades envolvidas nas discussões.

Em seguida, a Casa Civil pediu o envio de um documento consolidado com as propostas e suas justificativas. O grupo encaminhou o material em 28 de agosto.

Entidades defendem segurança jurídica

Para Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, aproveitar o trabalho desenvolvido pelas entidades pode contribuir para a regulamentação.

“Esse documento foi construído a partir de diálogo e de consenso entre diferentes representantes do setor. Esperamos que essas contribuições sejam consideradas pela Casa Civil na redação do decreto, para que a regulamentação ofereça segurança jurídica às empresas e aos produtores e crie um ambiente adequado para o desenvolvimento dos bioinsumos no Brasil”, afirma Levrero.

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Agora, o documento integra o conjunto de contribuições que podem ser consideradas na elaboração do decreto. Ainda assim, a definição do texto final e das regras que regulamentarão a lei depende da atuação do governo federal.