Projeto prevê 6 milhões de cladódios por ano para ampliar novos plantios e a oferta de alimento aos rebanhos
O município de Apodi, no Rio Grande do Norte, foi um dos que recebeu sementeira.
O município de Apodi, no Rio Grande do Norte, foi um dos que recebeu sementeira - Foto: Insa/ Divulgação.

A palma forrageira avança no Semiárido. Das 18 áreas previstas para multiplicar a cultura, o projeto já implantou 12 em seis estados do Nordeste. Com isso, as unidades passam a produzir cladódios-semente, conhecidos como raquetes, para formar novos palmais.

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A iniciativa integra o Inova Palma e reúne a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa). Cada área ocupa 0,75 hectare e concentra a produção de material para novos plantios.

Além disso, o projeto utiliza variedades resistentes à cochonilha-do-carmim, uma das principais pragas da palma na região. Dessa maneira, a iniciativa também busca recompor áreas afetadas e aumentar a oferta de forragem para os rebanhos.

Seis áreas ainda serão implantadas

No Rio Grande do Norte, o projeto implantou unidades em São José do Seridó, Apodi e Equador. Na Paraíba, outras três ficam em Camalaú, Congo e São João do Tigre. Por sua vez, Ceará, Alagoas, Sergipe e Pernambuco já contam com as demais áreas implantadas.

Ainda assim, seis unidades permanecem pendentes. Em Pernambuco, o plantio já começou em Pedra, após a entrega dos cladódios. Além disso, o estado terá outra área em Petrolina, com implantação prevista entre o fim de 2026 e o início de 2027, período considerado mais adequado às condições de chuva do município.

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Em Sergipe, a unidade restante ficará em Gararu. Já Minas Gerais receberá outras três áreas. Para essas quatro unidades, o projeto já adquiriu os cladódios e aguarda a entrega.

Produção de cladódios

Quando todas as unidades entrarem em produção, o projeto prevê cerca de 6 milhões de cladódios-semente por ano. Ao longo da iniciativa, a expectativa chega a 18 milhões de unidades, que serão destinadas aos produtores para formar novos plantios.

Além da produção, o projeto prevê capacitação de agricultores e técnicos, intercâmbios e a formação de pelo menos 18 produtores experimentadores. Assim, os participantes poderão acompanhar as áreas e compartilhar conhecimentos sobre cultivo, manejo e utilização da palma.

Por fim, o investimento previsto chega a R$ 2,64 milhões. Com as novas áreas, a iniciativa pretende ampliar a disponibilidade de material de plantio e, consequentemente, a oferta de alimento para os rebanhos do Semiárido.