Espécie tem conquistado cada vez mais espaço no paisagismo
Camarão-amarelo (Foto: Reprodução/USP)

Você conhece a planta-camarão? O nome pode causar estranhamento, mas basta observar suas inflorescências para entender a comparação com o crustáceo. Com tons de amarelo, vermelho, rosa e branco, essas plantas estão presentes nos jardins brasileiros há décadas.

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A duração da florada também chama atenção. Em condições favoráveis de calor, luminosidade e manejo, algumas espécies mantêm flores por boa parte do ano.

Origem do nome

A comparação vem do formato das inflorescências, que lembra o corpo do animal. No camarão-amarelo, há um detalhe que costuma passar despercebido: a parte dourada mais vistosa não corresponde às pétalas.

São as brácteas, folhas modificadas que acompanham as flores. Entre elas surgem pequenas flores brancas, responsáveis por um contraste delicado com o amarelo.

O camarão-amarelo é uma planta ornamental que atrai muitos beija-flores (Foto: Reprodução/USP)

Quais são os tipos de planta-camarão?

Apesar do nome em comum, não se trata de uma única espécie com cores diferentes. A denominação reúne plantas da família Acanthaceae, com diferenças de porte, formato e necessidade de luz.

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Nome popular Nome científico Principal característica
Camarão-amarelo Pachystachys lutea Brácteas douradas entre as quais surgem pequenas flores brancas.
Camarão-vermelho Justicia brandegeeana Brácteas avermelhadas ou rosadas que envolvem flores claras.
Camarão-rosa Justicia carnea Conjunto vistoso de flores rosadas.
Camarão-rosa Justicia scheidweileri Espécie distinta da anterior, que também recebe o nome popular e aceita locais sombreados.
Camarão-branco Justicia betonica, também classificada como Nicoteba betonica Inflorescências de aparência clara e delicada.

A planta-camarão gosta de sol ou sombra?

A resposta depende da espécie. O camarão-amarelo pode crescer sob sol ou meia-sombra, conforme as condições do local. Já a Justicia scheidweileri aceita ambientes sombreados.

Além disso, o clima quente favorece o desenvolvimento dessas ornamentais tropicais. O frio intenso, por outro lado, pode prejudicar espécies como o camarão-amarelo.

Podas e adubação podem ajudar na manutenção, mas não compensam um local inadequado.

Como plantar e preparar o solo

O primeiro passo é comprar mudas saudáveis de viveiristas ou lojas com boa referência. Confira a identificação da espécie e observe se folhas e ramos apresentam sinais de pragas ou doenças.

Para o plantio, use solo fértil, rico em matéria orgânica e com boa drenagem. Composto orgânico ou esterco bem curtido podem entrar no preparo do canteiro. Em vasos, o recipiente precisa permitir a saída do excesso de água.

Como referência inicial de organização, o roteiro de cultivo prevê 60 centímetros entre plantas e 80 centímetros entre linhas, com covas de aproximadamente 30 × 30 × 30 centímetros. Essas medidas precisam acompanhar o porte da espécie e a finalidade do plantio, garantindo espaço para o crescimento e a circulação de ar.

Como fazer mudas

A estaquia permite formar uma nova planta a partir de um ramo retirado de uma planta-matriz. O método é usado na propagação do camarão-amarelo, que enraíza a partir de ramos jovens ou parcialmente lenhosos.

O procedimento inclui os seguintes cuidados:

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  1. Selecione ramos saudáveis, com cerca de 10 a 15 centímetros e dois ou três nós, os pontos de onde saem folhas e brotos.
  2. Retire as folhas da parte inferior.
  3. Coloque as estacas em bandejas ou saquinhos com substrato leve e bem drenado.
  4. Mantenha condições adequadas de umidade e luminosidade durante o enraizamento.
  5. Transplante quando as mudas apresentarem raízes bem desenvolvidas e novos brotos.

Quais cuidados manter?

Após o plantio, regue para acomodar o solo ao redor da muda. Nas regas seguintes, procure manter a umidade sem deixar água acumulada. A frequência depende do clima, do recipiente e da velocidade com que o substrato seca.

A cobertura do solo com folhas secas, casca de pinus ou capim seco ajuda a conservar a umidade e a reduzir o crescimento de plantas daninhas.

Na adubação, composto orgânico, húmus de minhoca e fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio são opções de manejo. O intervalo de dois a três meses citado no roteiro inicial serve como referência, mas a frequência e a quantidade devem considerar o solo, o produto e o desenvolvimento da planta.

Também vale retirar partes secas e fazer podas compatíveis com a espécie. No camarão-amarelo, o corte das pontas estimula a ramificação e ajuda a manter a planta mais cheia.

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