A Conab aponta queda na produção de arroz e feijão em 2025/26, enquanto os preços ao consumidor seguem comportamentos diferentes, segundo o IBGE
arroz e feijão
Foto: Arquivo.

A produção brasileira de arroz e feijão ficou menor na safra 2025/26, mas os preços seguem caminhos diferentes. Enquanto o arroz acumula alta pequena em 2026, o feijão-carioca ainda pesa mais no bolso, segundo o IBGE.

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A Conab estima 11,08 milhões de toneladas de arroz, 13,2% abaixo do ciclo anterior. A área plantada ficou em 1,52 milhão de hectares, retração de 14%.

No feijão, a produção deve chegar a 2,95 milhões de toneladas, 3,6% abaixo da safra 2024/25.

Arroz tem pouca variação no preço

Apesar da oferta menor, o arroz caiu 0,26% em agosto e acumula alta de apenas 0,43% em 2026. Em 12 meses, o avanço chega a 4,07%.

Para o consumidor, isso significa que a redução da produção ainda não provocou uma pressão relevante sobre o preço do arroz no mercado. Outros fatores, como estoques, importações, demanda e condições de comercialização, também ajudam a definir o valor pago no supermercado.

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Além disso, os preços menos remuneradores reduziram o interesse dos produtores pelo arroz. A Conab relaciona a redução da área à migração para culturas como soja e milho.

Feijão-carioca ainda pesa no orçamento

O preço do feijão-carioca caiu 3,37% em agosto. Ainda assim, acumula alta de 18,52% no ano e de 26,54% em 12 meses.

Na prática, o consumidor ainda encontra um produto mais caro do que no início de 2026. A redução registrada em agosto ajuda a aliviar o preço, mas não elimina o aumento acumulado nos meses anteriores.

Já o feijão-preto apresenta situação diferente. O preço recuou 1,80% em agosto e acumula baixa de 4,40% em 2026. Em 12 meses, a variação negativa chega a 4,82%.

Assim, o impacto no orçamento depende do tipo de feijão comprado. O carioca continua pressionando mais a despesa, enquanto o preto apresenta uma trajetória de preços mais favorável ao consumidor.

Próxima safra mantém atenção sobre os preços

Para 2026/27, a Conab projeta 10,76 milhões de toneladas de arroz, 2,9% abaixo da temporada atual. A área deve crescer 0,9%, mas a produtividade pode recuar 3,7%.

No feijão, a estimativa é de 2,93 milhões de toneladas, praticamente no mesmo patamar da safra atual.

Essas projeções ainda podem mudar com o avanço do plantio e as condições climáticas. Além disso, uma produção menor não determina sozinha o preço no supermercado.

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Por isso, o cenário atual é diferente entre os alimentos: o arroz tem pouca variação acumulada, enquanto o feijão-carioca ainda representa uma pressão maior para o consumidor.