Resumo da notícia
- A produção de arroz e feijão na safra 2025/26 caiu, com arroz em 13,2% e feijão em 3,6%, segundo Conab, refletindo menor área plantada e mudança para outras culturas.
- Apesar da redução na oferta, o preço do arroz teve alta mínima em 2026, acumulando 0,43%, enquanto o feijão-carioca subiu 18,52%, mantendo forte impacto no orçamento do consumidor.
- Para a safra 2026/27, a Conab projeta leve queda na produção de arroz e estabilidade no feijão, com preços ainda influenciados por fatores além da oferta, como estoques e demanda.
A produção brasileira de arroz e feijão ficou menor na safra 2025/26, mas os preços seguem caminhos diferentes. Enquanto o arroz acumula alta pequena em 2026, o feijão-carioca ainda pesa mais no bolso, segundo o IBGE.
A Conab estima 11,08 milhões de toneladas de arroz, 13,2% abaixo do ciclo anterior. A área plantada ficou em 1,52 milhão de hectares, retração de 14%.
No feijão, a produção deve chegar a 2,95 milhões de toneladas, 3,6% abaixo da safra 2024/25.
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Arroz tem pouca variação no preço
Apesar da oferta menor, o arroz caiu 0,26% em agosto e acumula alta de apenas 0,43% em 2026. Em 12 meses, o avanço chega a 4,07%.
Para o consumidor, isso significa que a redução da produção ainda não provocou uma pressão relevante sobre o preço do arroz no mercado. Outros fatores, como estoques, importações, demanda e condições de comercialização, também ajudam a definir o valor pago no supermercado.
Além disso, os preços menos remuneradores reduziram o interesse dos produtores pelo arroz. A Conab relaciona a redução da área à migração para culturas como soja e milho.
Feijão-carioca ainda pesa no orçamento
O preço do feijão-carioca caiu 3,37% em agosto. Ainda assim, acumula alta de 18,52% no ano e de 26,54% em 12 meses.
Na prática, o consumidor ainda encontra um produto mais caro do que no início de 2026. A redução registrada em agosto ajuda a aliviar o preço, mas não elimina o aumento acumulado nos meses anteriores.
Já o feijão-preto apresenta situação diferente. O preço recuou 1,80% em agosto e acumula baixa de 4,40% em 2026. Em 12 meses, a variação negativa chega a 4,82%.
Assim, o impacto no orçamento depende do tipo de feijão comprado. O carioca continua pressionando mais a despesa, enquanto o preto apresenta uma trajetória de preços mais favorável ao consumidor.
Próxima safra mantém atenção sobre os preços
Para 2026/27, a Conab projeta 10,76 milhões de toneladas de arroz, 2,9% abaixo da temporada atual. A área deve crescer 0,9%, mas a produtividade pode recuar 3,7%.
No feijão, a estimativa é de 2,93 milhões de toneladas, praticamente no mesmo patamar da safra atual.
Essas projeções ainda podem mudar com o avanço do plantio e as condições climáticas. Além disso, uma produção menor não determina sozinha o preço no supermercado.
Por isso, o cenário atual é diferente entre os alimentos: o arroz tem pouca variação acumulada, enquanto o feijão-carioca ainda representa uma pressão maior para o consumidor.