Resumo da notícia
- A produção de trigo em São Paulo deve crescer 6,9% na safra 2025/26, alcançando 410,6 mil toneladas, com aumento de 10% na área cultivada, segundo o Instituto de Economia Agrícola.
- Apesar do crescimento, o estado ainda importa 1,3 milhão de toneladas de trigo em 2025, mantendo dependência externa, enquanto a produtividade média projetada caiu 2,8% em relação ao ciclo anterior.
- O 11º Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo discutirá expansão da produção, genética, biotecnologia e mercado internacional, reunindo especialistas e autoridades em 24 de setembro na FIESP.
A produção de trigo paulista deve alcançar 410,6 mil toneladas na safra 2025/26, segundo estimativa do Instituto de Economia Agrícola (IEA). O volume representa alta de 6,9% em relação às 384 mil toneladas registradas na safra anterior. Além disso, o estado deve ampliar em 10% a área cultivada, para 127,1 mil hectares.
O avanço ocorre em um estado com forte demanda pelo cereal e uma indústria de moagem estruturada. Por isso, ampliar a oferta local pode aproximar a produção dos consumidores e das empresas que utilizam o trigo como matéria-prima.
Nesse cenário, a expansão da triticultura paulista será discutida no 11º Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo, marcado para 24 de setembro, na FIESP
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Produção cresce, mas importações continuam
Embora a produção estadual avance, São Paulo ainda depende de compras externas para atender ao mercado. Em 2025, o estado importou 1,3 milhão de toneladas de trigo, segundo levantamento do IEA.
Assim, o crescimento da produção local pode reduzir parte dessa dependência. No entanto, esse avanço também depende da produtividade, da qualidade dos grãos e da adaptação das variedades às condições paulistas.
Ao mesmo tempo, a produtividade média projetada para a safra 2025/26 é de 3.231 quilos por hectare, queda de 2,8% em relação ao ciclo anterior. Já Itapeva, Avaré e Itapetininga concentram 90,4% da produção estadual estimada.
Pesquisa e genética entram no debate
Além da expansão da área, o debate sobre o trigo paulista envolve tecnologias voltadas à produção. Entre os temas estão melhoramento genético, biotecnologia, ferramentas genômicas e inteligência artificial.
Nesse sentido, a escolha de variedades adaptadas às diferentes condições de cultivo do estado pode influenciar o rendimento e a qualidade do cereal.
O painel sobre a produção paulista terá a participação de Felipe Camargo, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo; Osvaldo Vasconcellos Vieira, da Embrapa Trigo; Paulo Kuhnem, da Biotrigo; e Ruy Zanardi, presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo. A mediação será da jornalista Renata Maron.
Para o produtor, entretanto, aumentar a produção não depende apenas do rendimento por hectare. A qualidade do grão também precisa atender às características exigidas pela indústria de moagem.
Mercado internacional também entra na discussão
Além do cenário paulista, a programação inclui uma discussão sobre os cenários econômico e eleitoral, com Murilo Hidalgo, do Instituto Paraná Pesquisas, e Pedro Renault, do Itaú.
Na sequência, Élcio Bento, da Safras & Mercado, e Gabriel Gavarrino, da Câmara Arbitral da Bolsa de Cereais da Argentina, participarão do debate sobre o mercado internacional do trigo e a safra argentina 2026/27.
O 11º Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo será realizado em 24 de setembro de 2026, das 13h às 18h, na FIESP – Espaço Nobre, em São Paulo. O encontro terá formato presencial e on-line e será promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Estado de São Paulo (Sindustrigo).