Resumo da notícia
- A Unicamp abriu 7,7 hectares para testes de pesquisa e inovação agrícola, em parceria com o CPQBA, ampliando o Parque Científico e Tecnológico para projetos que precisam de campo real.
- Empresas e instituições podem submeter propostas a qualquer momento via edital, que avalia viabilidade, inovação e sustentabilidade; o processo tem resposta em até 60 dias.
- Os projetos devem seguir regras ambientais, como a proibição do uso de defensivos sintéticos, e podem usar infraestrutura completa, incluindo irrigação e laboratórios, por até 120 meses.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) disponibilizou 7,7 hectares para testes de pesquisa e inovação voltados ao setor agropecuário. A iniciativa integra o Parque Científico e Tecnológico da universidade e resulta de uma parceria com o Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA).
Com a iniciativa, empresas, startups, instituições públicas e outras organizações podem desenvolver projetos agrícolas em condições de campo. Assim, a universidade amplia as possibilidades para pesquisas que precisam avaliar tecnologias e processos fora do laboratório.
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Como funciona o acesso
Para participar, os interessados precisam apresentar uma proposta por meio de um edital específico. A comissão responsável avalia critérios como viabilidade técnica e econômica, potencial de inovação, capacidade financeira e alinhamento com a sustentabilidade ambiental.
Além disso, o processo funciona em fluxo contínuo. Portanto, não existe uma única data para inscrição, e os interessados podem enviar propostas a qualquer momento. Depois do envio, a comissão tem até 60 dias para apresentar uma resposta.
A extensão utilizada será definida conforme as necessidades de cada projeto. Os participantes também poderão contar com uma sala administrativa fechada ou uma área de laboratório para apoiar as atividades.
A estrutura inclui ainda sistema de irrigação. Dessa forma, os projetos terão suporte para desenvolver os experimentos de acordo com suas necessidades.

Projetos terão regras ambientais
Os interessados também precisam observar as regras ambientais estabelecidas pelo edital. Entre elas, está a proibição do uso de defensivos agrícolas sintéticos durante os experimentos.
Por isso, empresas que pretendem testar produtos ou estratégias de manejo devem considerar essa exigência antes de elaborar suas propostas.

O período de utilização também varia conforme cada projeto. Inicialmente, o contrato pode ser prorrogado por até 60 meses. No entanto, o período total de permanência pode chegar a 120 meses, conforme as condições previstas para cada iniciativa.
CPQBA amplia pesquisas no campo
A iniciativa complementa as atividades desenvolvidas pelo CPQBA. O centro da Unicamp mantém pesquisas relacionadas à agricultura, biotecnologia e química aplicada e conta com estrutura para experimentos agrícolas.
Segundo Mariana Zanatta Inglez, responsável pela gestão do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, a integração das áreas amplia a atuação do espaço para o setor agrícola.
“O Parque Científico e Tecnológico da Unicamp sempre teve forte vocação para apoiar empresas de tecnologia e inovação industrial. Agora, com a integração de áreas do CPQBA, ampliamos esse horizonte para o setor agrícola, que é estratégico para o Brasil”, afirma.
Com isso, a universidade passa a oferecer uma estrutura para projetos que precisam testar tecnologias agrícolas diretamente em condições de campo.