Resumo da notícia
- A Embrapa lançou o Monitora Caju, app que facilita o monitoramento do oídio e pragas no cajueiro, ajudando a prevenir perdas, reduzir custos e orientar o manejo adequado na agricultura familiar.
- O aplicativo funciona offline em Android, iOS e PC, oferecendo diagnóstico rápido por meio de imagens comparativas e linguagem simples, ideal para produtores em áreas com baixa conectividade no Nordeste.
- Com foco nas principais ameaças do cajueiro, o Monitora Caju usa Manejo Integrado de Pragas para indicar o momento certo do controle, reduzindo o uso de defensivos e aumentando a eficiência e sustentabilidade da produção.
A Embrapa Agroindústria Tropical (CE) desenvolveu o Monitora Caju, um aplicativo estratégico para produtores e técnicos da extensão rural. A ferramenta facilita o monitoramento e o diagnóstico do oídio, principal doença da cultura, além de pragas como a traça-da-castanha e a broca-das-pontas. Ao orientar o manejo conforme a incidência detectada, o software ajuda a prevenir infestações, reduzir perdas e diminuir os custos de produção.

Tecnologia acessível e offline Disponível para sistemas Android, iOS e computadores, o Monitora Caju apresenta um diferencial crucial para o campo: funciona sem conexão com a internet. A plataforma organiza informações em categorias como pragas, doenças, sintomas e monitoramento, guiando o usuário na vistoria do pomar.
Para facilitar o diagnóstico, o produtor pode comparar o que observa em campo com um banco de imagens de plantas sadias e doentes. Segundo o pesquisador Marlon Valentim, coordenador do projeto, a inovação oferece respostas rápidas e seguras em linguagem simples, o que é fundamental para a agricultura familiar no Nordeste, especialmente em áreas com baixa conectividade.
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Combate às principais pragas e doenças
O cajueiro, embora rústico, sofre com cerca de 1.200 espécies de insetos-praga no Brasil. O aplicativo foca nas ameaças mais críticas do período de frutificação:
- Traça-da-castanha: esta praga silenciosa pode danificar até 80% das amêndoas em regiões sem monitoramento.

- Broca-das-pontas: a lagarta consome ramos florais e pode afetar até 30% das ramificações, impedindo a formação de frutos.

- Oídio: esta infecção fúngica é a doença mais agressiva da cajucultura, provocando a morte das flores e a “queima” das inflorescências.

Eficiência e economia no manejo
O software utiliza uma metodologia de Manejo Integrado de Pragas (MIP) que indica o momento exato para a tomada de decisão. Ao calcular o índice de incidência com base em comandos autoexplicativos, o aplicativo recomenda as medidas de controle necessárias.

O entomologista Antonio Lindemberg ressalta que o monitoramento contínuo reduz o uso de defensivos químicos, gerando economia para o agricultor e benefícios ao meio ambiente. “Quando o controle ocorre no início do ataque, o custo é menor e os riscos de perda reduzem”, explica o pesquisador.
Impacto na cajucultura brasileira
A cajucultura é a base econômica de milhares de famílias no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, estados que concentram 95% da produção nacional. O Monitora Caju também gera mapas de ocorrência que permitem rastrear infestações geograficamente.
Para Marcelo Colaço, supervisor do Senar/CE, a tecnologia é inovadora e possui grande potencial para transformar a agricultura familiar. A agilidade no diagnóstico e a adoção imediata de medidas de controle tornam a atividade mais segura e rentável para os mais de 140 mil estabelecimentos que cultivam o cajueiro no País.









