Resumo da notícia
- O Brasil inaugurou o Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa na Argentina, fortalecendo a defesa sanitária e permitindo resposta rápida a surtos da doença no rebanho nacional.
- A iniciativa integra o plano de contingência após o reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação, garantindo acesso aos principais mercados internacionais.
- O ministro André de Paula destacou que o banco reforça a confiança global na carne brasileira, mantendo exportações mesmo diante de restrições da União Europeia e garantindo continuidade no Reino Unido.
O Brasil colocou em operação o Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa, instalado em Garín, na Argentina. A medida reforça a resposta do país diante de emergências sanitárias e fortalece a proteção do rebanho nacional.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da entrega da estrutura. Segundo ele, a iniciativa amplia a credibilidade da defesa agropecuária brasileira. O banco armazenará antígenos usados na produção de vacinas contra a febre aftosa. Assim, o país poderá reagir rapidamente caso registre um foco da doença.
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A estrutura integra o plano de contingência brasileiro. O projeto ganhou importância após o reconhecimento, em 2025, de país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Esse status é estratégico para manter o acesso aos principais mercados importadores de proteína animal.
Segundo o ministro, o governo escolheu a Biogénesis Bagó pela experiência internacional na produção de imunobiológicos para saúde animal. Além disso, André de Paula afirmou que o banco representa mais um avanço na consolidação da defesa sanitária brasileira.
O ministro destacou que o reconhecimento internacional resultou de décadas de trabalho conjunto entre produtores, governos e serviços de defesa agropecuária. “O reconhecimento foi a coroação de muitos anos de esforço”, afirmou.
Banco reforça confiança na carne brasileira
André de Paula também comentou as restrições impostas pela União Europeia às exportações brasileiras de produtos de origem animal. Segundo ele, a criação do banco comprova o compromisso do Brasil com a sanidade animal. Além disso, fortalece a confiança internacional no sistema brasileiro de fiscalização. “Ninguém se torna o maior exportador de proteína animal do mundo sem ser muito rigoroso”, disse.
O ministro afirmou ainda que a defesa sanitária exige aperfeiçoamento contínuo para acompanhar as exigências dos mercados internacionais. “Esse é um processo de evolução. Vamos trabalhar sempre com novas exigências e nos adaptar”, declarou.
Reino Unido mantém compras brasileiras
André de Paula informou que o Reino Unido continua importando produtos brasileiros normalmente. Segundo ele, essa decisão demonstra confiança na produção nacional, apesar das discussões envolvendo parte do mercado europeu.
O ministro também afirmou que o Brasil trabalha para solucionar as divergências com a União Europeia. Sobre as cotas de exportação sem tarifas para o bloco, ele avaliou que conflitos fazem parte das negociações comerciais. “É natural que existam conflitos de interesse. Para isso existem as negociações”, afirmou. Ele acrescentou que o governo acredita em uma solução capaz de atender todas as partes.
China e Estados Unidos permanecem no foco
Ao comentar o mercado chinês, André de Paula afirmou que o governo busca ampliar as exportações brasileiras. Segundo ele, as oscilações nas compras da China refletem a dinâmica daquele mercado. O ministro ressaltou que essas mudanças não estão relacionadas à qualidade da carne brasileira. “O importante é a credibilidade da nossa carne”, afirmou.
Questionado sobre as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, André de Paula disse que o governo continuará apoiando os setores mais afetados pelas restrições comerciais.
Estrutura acelera resposta sanitária
O Banco Nacional de Antígenos figura entre os principais instrumentos de contingência para países livres de febre aftosa sem vacinação. Em caso de emergência sanitária, o estoque permitirá acelerar a produção de vacinas.
Com isso, as autoridades reduzirão o tempo de resposta e preservarão a sanidade do rebanho brasileiro. Além disso, a estrutura ajudará a manter o acesso da proteína animal brasileira aos mercados internacionais.









