Vídeo mostra cerca de 20 animais em Alegrete; apesar da aparência encantadora, espécie exótica invasora preocupa
Cervo-axis (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Um bando com aproximadamente 20 cervos-axis chamou atenção ao aparecer às margens de uma rodovia em Alegrete, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.

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As imagens mostram os animais circulando juntos perto da pista. O tamanho do grupo impressionou moradores e internautas, já que não se tratava de apenas um cervo perdido pelo caminho.

Os animais, daqueles que parecem ter saído de um bom filme da Disney, chamam atenção pela pelagem marrom coberta por pequenas manchas brancas. Porém, por trás da cena encantadora existe um alerta: o cervo-axis é uma espécie exótica invasora e sua presença vem crescendo no Pampa.

Cerca de 20 animais apareceram juntos

À primeira vista, é fácil entender por que o vídeo despertou tanta curiosidade. Os cervos caminham em grupo e exibem a aparência delicada que muita gente associa imediatamente a personagens como Bambi.

Cervos foram flagrados às margens da rodovia (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O cervo-axis, também conhecido como chital, costuma viver em bandos. A espécie possui pelagem avermelhada e mantém as pintas brancas até mesmo na fase adulta, uma característica que a diferencia de outros cervos, nos quais as manchas aparecem principalmente quando filhotes.

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Cervo-axis não pertence à fauna brasileira

Apesar de já ser encontrado em diferentes regiões do país, o cervo-axis não é uma espécie brasileira. Ele é originário da Ásia e chegou à América do Sul depois de ser introduzido em países como Argentina e Uruguai.

O primeiro registro científico da espécie no Brasil ocorreu no Parque Estadual do Espinilho, em Barra do Quaraí, também na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A proximidade com Argentina e Uruguai levou pesquisadores a apontarem que o animal provavelmente avançou a partir das populações estabelecidas nos países vizinhos.

Desde então, novos registros indicam que o cervo encontrou condições favoráveis para ocupar outras áreas do território gaúcho.

Por que a espécie preocupa pesquisadores?

O problema não está simplesmente na presença de um animal diferente. Quando uma espécie exótica passa a se reproduzir e ocupar novos ambientes, ela pode disputar alimento, espaço e outros recursos com a fauna nativa.

No Pampa, uma das preocupações envolve o veado-campeiro, espécie que já enfrenta a perda e a transformação de seu habitat.

Além disso, os animais também se alimentam de pastagens e outras plantas. Em locais onde aparecem em grande quantidade, podem aumentar a pressão sobre a vegetação e dividir recursos com animais criados nas propriedades rurais.

Rio Grande do Sul adota medidas para controle

A expansão da espécie já levou o Rio Grande do Sul a criar medidas específicas. A Portaria Sema nº 109, de 2022, estabeleceu normas e procedimentos para o controle populacional do cervo-axis dentro das unidades de conservação estaduais.

No entanto, isso não significa que moradores ou proprietários possam capturar os animais por conta própria. Qualquer medida de manejo deve seguir as determinações dos órgãos ambientais responsáveis.

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