Foco do vírus tipo O foi identificado em Chongqing; autoridades adotaram abate sanitário, desinfecção e investigação epidemiológica para conter a doença
porcos
Foto: Ari Dias/AEN

A China confirmou um foco de febre aftosa do tipo O em suínos no distrito de Dazu, em Chongqing. O estabelecimento tinha 677 animais, dos quais 37 adoeceram, segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China. O diagnóstico foi confirmado pelas autoridades veterinárias locais após o recebimento de um relatório do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças Animais, em 8 de setembro.

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Após a confirmação, as autoridades adotaram medidas de emergência, incluindo abate sanitário, limpeza e desinfecção das instalações, investigação epidemiológica e monitoramento das áreas próximas.

China também monitora o SAT1

O novo foco ocorre enquanto a China acompanha outro cenário envolvendo a febre aftosa. Em 2026, o país registrou sua primeira ocorrência do sorotipo SAT1, também monitorada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Os episódios, porém, são diferentes. O caso de Chongqing é do tipo O, enquanto as ocorrências que ampliaram a preocupação internacional neste ano estão relacionadas ao SAT1.

A febre aftosa é altamente contagiosa e pode atingir bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Além das perdas produtivas, a doença pode provocar restrições à movimentação de animais e impactos comerciais.

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Até o momento, não há indicação de disseminação do foco de Chongqing nem anúncio de impacto relevante no comércio internacional de carne suína causado especificamente por essa ocorrência.

Brasil acompanha cenário

O caso merece atenção da suinocultura brasileira, já que a China é um dos principais mercados mundiais de carne suína. O Brasil recebeu, em 2025, o reconhecimento da OMSA como livre de febre aftosa sem vacinação em todo o território. Em junho de 2026, a China também reconheceu o Brasil como livre da doença.

Além disso, as exportações brasileiras de carne suína seguem em alta. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país embarcou 131,1 mil toneladas em agosto, aumento de 8% sobre o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano até agosto, foram 1,057 milhão de toneladas, alta de 8,9%.

A China comprou 15,174 mil toneladas em agosto, crescimento de 45,9% na comparação anual. O foco registrado em Chongqing, portanto, merece acompanhamento, mas ainda não permite projetar aumento das importações chinesas ou mudanças nos preços da carne suína brasileira.