Estudo da Dux Grupo aponta ganhos em produtividade, sanidade animal e competitividade internacional para o setor avícola brasileiro
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A adoção de tecnologias voltadas ao controle da amônia em aviários pode injetar cerca de R$ 2 bilhões anuais na economia da avicultura brasileira. A estimativa faz parte de um estudo desenvolvido pela Dux Grupo, que aponta a melhoria da ambiência nas granjas como fator decisivo para aumentar a produtividade, reduzir perdas sanitárias e ampliar a competitividade do Brasil nos mercados internacionais.

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Segundo o levantamento, a redução da concentração de gases tóxicos nos ambientes de criação impacta diretamente o desempenho das aves. As validações realizadas em campo indicaram ganho médio de 60 gramas de peso vivo por animal criado em condições controladas. Quando projetado para o volume nacional de abates, estimado em aproximadamente 7 bilhões de aves em 2026, o resultado representa centenas de milhões de quilos adicionais de carne produzidos ao longo do ano.

O estudo destaca que esse incremento ocorre sem a necessidade de ampliar áreas de produção ou elevar proporcionalmente os custos com alimentação. O que favorece a rentabilidade dos produtores e a eficiência da cadeia produtiva.

Impactos sanitários e comerciais

Além dos ganhos em produtividade, o controle da amônia contribui para reduzir problemas sanitários que afetam a qualidade final dos produtos. Entre eles está a pododermatite, conhecida popularmente como calo nas patas, condição agravada pela umidade excessiva e pelas altas concentrações de amônia presentes na cama dos aviários.

De acordo com a Dux Grupo, a neutralização dos gases pode diminuir a incidência dessas lesões entre 5% e 17,5%. O resultado tem reflexos diretos na comercialização internacional, especialmente em mercados asiáticos, como a China, que exigem elevados padrões de qualidade e integridade das patas para importação.

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Além disso, a redução das lesões diminui perdas por condenações e agrega valor aos produtos exportados. Dessa forma, a melhoria da ambiência passa a ser vista não apenas como uma questão de bem-estar animal. Mas também como estratégia econômica para o setor.

Química verde como aliada da produção

Os resultados observados no estudo estão relacionados ao uso de tecnologias baseadas nos princípios da química verde. Diferentemente de soluções que apenas reduzem o odor dos aviários, os processos analisados atuam na decomposição molecular da amônia, neutralizando sua toxicidade e reduzindo os impactos sobre animais, trabalhadores e meio ambiente.

A tecnologia utiliza compostos biodegradáveis capazes de promover a neutralização química dos gases sem provocar saturação química nos galpões. Com isso, a produção se torna mais alinhada às exigências globais de sustentabilidade, governança ambiental e bem-estar animal.

“Tecnologias como o Amonix, solução que lançaremos este ano no Brasil, são o resultado prático e direto desses estudos de viabilidade, projetadas para oferecer ao mercado uma ferramenta de alta performance que une rentabilidade e sustentabilidade”, afirma Spaziani.

Segundo o executivo, o objetivo é transformar desafios ambientais e químicos em oportunidades de crescimento para o agronegócio brasileiro, com resultados mensuráveis para produtores e integradoras.

A Dux Grupo atua no segmento de química verde e registrou crescimento de 241% entre 2020 e 2025. Atualmente, a empresa está presente em sete países da América Latina e em Portugal. Portanto, ampliando sua participação no agronegócio por meio de soluções voltadas à eficiência operacional, sustentabilidade e produtividade animal