Resumo da notícia
- O Instituto de Pesca realiza pesquisa para avaliar a segurança ambiental de um bioherbicida natural feito com fungo Trichoderma koningiopsis, visando garantir seu uso sustentável na agricultura.
- O estudo usa girinos de rã-touro para testar efeitos do bioherbicida em organismos aquáticos, analisando possíveis danos fisiológicos, genéticos e estresse metabólico.
- A pesquisa destaca a importância do desenvolvimento de bioinsumos microbianos seguros, contribuindo para a Agricultura Limpa e a proteção dos ecossistemas aquáticos.
O Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, conduz uma pesquisa que avalia a segurança ambiental de um bioherbicida natural obtido a partir do fungo Trichoderma koningiopsis. O estudo busca identificar possíveis efeitos do produto sobre organismos aquáticos e estabelecer níveis seguros de uso, garantindo sua viabilidade para a agricultura sustentável.
A pesquisa integra o Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto (PPGIP) e tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O projeto conta com parceria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Santa Catarina, responsável pelo desenvolvimento do herbicida natural. A mestranda Maria Rita Conde Simone conduz os experimentos no Laboratório de Virologia, Biotecnologia e Cultivo Celular (LaViBaC), em São Paulo, sob orientação da pesquisadora Cláudia Maris.
Avaliação dos efeitos ambientais
O estudo utiliza girinos de rã-touro (Lithobates catesbeianus) para simular a exposição ambiental ao produto. Esses organismos são sensíveis a variações na qualidade da água e amplamente usados em pesquisas de ecotoxicologia. Os testes envolvem diferentes concentrações do bioherbicida diluído em água, reproduzindo situações que podem ocorrer após o uso agrícola.
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Os pesquisadores analisam alterações no fígado e no sangue dos animais para detectar possíveis danos fisiológicos ou genéticos, além de monitorar parâmetros que indicam estresse metabólico. As informações ajudarão a determinar a segurança ecológica do bioherbicida microbiano e a orientar seu uso responsável no campo.
Formação científica e colaboração
Para Maria Rita, a experiência no Instituto de Pesca tem sido transformadora. Ela destaca o ambiente colaborativo e o apoio da orientadora na trajetória acadêmica.

Segundo Cláudia Maris, o estudo representa um passo importante para o avanço dos bioinsumos microbianos e para o fortalecimento da chamada Agricultura Limpa, alinhada às tendências da toxicologia moderna. “Desenvolver produtos sustentáveis e ambientalmente seguros é essencial para o futuro da agricultura e para a proteção dos ecossistemas aquáticos”, afirma a pesquisadora.









