Resumo da notícia
- A AgroBrasília 2026 movimentou cerca de R$ 1,5 trilhão e destacou inovações tecnológicas para produção agrícola e mobilidade no campo, como o caminhão elétrico E-Galaxus com 450 km de autonomia.
- A Embrapa Café promoveu palestras sobre qualidade, inovação e valorização da origem dos grãos, enfatizando a importância do manejo adequado para a qualidade final do café.
- O evento evidenciou o potencial competitivo da cafeicultura brasileira, com investimentos em pós-colheita e fermentação, aumentando produtividade e reconhecimento nacional e internacional.
A AgroBrasília 2026, realizada na região do PAD-DF, consolidou-se mais uma vez como uma das principais vitrines de tecnologia e inovação do agronegócio brasileiro. Ao longo do evento, a feira movimentou cerca de R$ 1,5 trilhão e apresentou novidades voltadas tanto à produção agrícola quanto à mobilidade no campo.
Além das tradicionais máquinas agrícolas, fabricantes aproveitaram a feira para exibir novos modelos de veículos que podem atender diferentes demandas do setor produtivo. Entre os destaques esteve o Chevrolet Sonic equipado com motor turbo, além do caminhão elétrico E-Galaxus, que possui autonomia de 450 quilômetros.
Embrapa Café leva debate sobre qualidade e inovação à feira
Dentro da programação da AgroBrasília, a Embrapa Café participou das atividades realizadas na sexta-feira (22), promovendo duas palestras voltadas à qualidade do café, à inovação tecnológica e à valorização da origem dos grãos brasileiros.
As apresentações ocorreram no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e fizeram referência ao Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio.
O evento recebeu os resultados de um diagnóstico sobre a produção cafeeira no Distrito Federal, com foco na estrutura produtiva, qualidade dos grãos e potencial de diferenciação por origem.
Durante a programação da manhã, a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, apresentou a palestra “Cafés do Brasil: ciência, saberes, diversidade e inovação que transformam territórios”.
Segundo a pesquisadora, o manejo adequado em todas as etapas da produção, desde a lavoura até o armazenamento, exerce influência direta sobre a qualidade final da bebida. Além disso, esse processo contribui para reduzir problemas relacionados à presença de fungos e toxinas.
Renata destacou ainda que a diversidade de climas, solos, biomas e sistemas de produção representa um dos principais diferenciais competitivos da cafeicultura brasileira. Por isso, o setor tem investido cada vez mais em estratégias voltadas à agregação de valor.
Entre essas iniciativas estão os investimentos em processos de pós-colheita, fermentações controladas e na valorização da origem dos cafés, fatores que ampliam o reconhecimento dos produtos brasileiros nos mercados nacional e internacional.
Como exemplo dos ganhos proporcionados pela inovação, a especialista citou o caso de Rondônia, onde, segundo os dados apresentados, a produtividade média saltou de 7 sacas por hectare para aproximadamente 60 sacas por hectare ao longo de 20 anos.
Assim, a AgroBrasília reforçou seu papel como espaço de difusão tecnológica e troca de conhecimento, conectando produtores, pesquisadores, empresas e especialistas em torno dos desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro.









