Programa começa com cota de 2% em 2027 e sobe para 10% em 2037; Congresso analisará veto a trecho sobre definição de fertilizante
Pulverizador de fertilizantes
Foto: Divulgação AGCO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com um veto, a lei que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). O governo publicou o texto no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (4).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A nova lei estabelece mistura obrigatória de fertilizantes nacionais nos produtos vendidos no Brasil. Essa exigência, por sua vez, entra em vigor em julho de 2027.

Mistura começa em 2027

O percentual mínimo será de 2% a partir de 1º de julho de 2027. Em seguida, a participação sobe de forma gradual até alcançar 10% em janeiro de 2037. A medida abrange fertilizantes sintéticos e minerais produzidos no país.

Além disso, o programa também inclui fertilizantes de origem orgânica, remineralizadores, bioinsumos e biofertilizantes.

Meta é reduzir dependência externa

O Profert estimula a produção brasileira de fertilizantes e de matérias-primas. Com isso, a lei busca reduzir a dependência externa do Brasil e, ao mesmo tempo, garantir suprimento estável para o campo.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Também prevê ações voltadas à segurança alimentar e nutricional. Outro objetivo, ainda, consiste em diminuir custos na cadeia agropecuária.

Trecho foi vetado

Lula vetou o dispositivo que considerava fertilizantes, para fins da lei, apenas os produtos extraídos e produzidos no território nacional. De acordo com o governo federal, essa definição restringia o conceito de fertilizantes e, portanto, entrava em conflito com a regra sobre a mistura de produtos nacionais nos itens comercializados no país.noticias.

O Congresso Nacional, por sua vez, analisará o veto parcial.