Resumo da notícia
- O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas enfrenta desafios como chuvas irregulares, avanço de pragas e atrasos no plantio, exigindo atenção redobrada dos produtores para garantir a produtividade.
- Lavouras em estágios variados devido ao atraso na colheita da soja impactam o desenvolvimento do milho, tornando essencial o acompanhamento constante para evitar perdas.
- Produtores devem monitorar o clima, pragas e o mercado, já que a volatilidade dos preços do milho pode influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.
O milho safrinha 2025/2026 entra em uma fase decisiva no Sul de Minas Gerais, exigindo atenção redobrada dos produtores diante de desafios que podem impactar diretamente a produtividade das lavouras. A irregularidade das chuvas, o avanço de pragas e os reflexos do plantio realizado fora da janela ideal estão entre os principais fatores de preocupação nesta etapa do ciclo produtivo.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam expectativa de produção de 108,4 milhões de toneladas para a segunda safra de milho no Brasil. Na região sul-mineira, porém, o cenário apresenta diferentes realidades, com lavouras em estágios variados de desenvolvimento devido aos atrasos registrados na colheita da soja, que influenciaram o calendário de semeadura em diversas propriedades.
Segundo Marco Castelli, diretor comercial da Agrobom, empresa especializada em armazenagem e comercialização de grãos, o momento exige acompanhamento frequente das áreas cultivadas para evitar perdas e garantir melhores resultados na colheita.
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“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Quem atrasou o plantio precisa estar ainda mais atento ao clima e ao avanço de pragas, porque qualquer descuido nessa fase pode comprometer o resultado final”, afirma.
Clima e pragas aumentam preocupação no campo
Entre os principais desafios enfrentados pelos produtores está a instabilidade climática. A ocorrência irregular de chuvas durante fases importantes da cultura, como florescimento e enchimento de grãos, pode reduzir significativamente o potencial produtivo, principalmente nas áreas semeadas mais tarde.
Além disso, as condições de calor e umidade observadas em parte da região favorecem a proliferação de pragas. A lagarta-do-cartucho continua sendo uma das principais ameaças ao milho safrinha, exigindo monitoramento constante e rápida adoção de medidas de controle quando identificada nas lavouras.
De acordo com Castelli, a combinação entre planejamento e acompanhamento técnico é fundamental para minimizar riscos ao longo do ciclo produtivo.
“O milho é uma cultura com grande importância econômica para o Sul de Minas. Planejamento, acompanhamento constante e decisões rápidas no campo fazem diferença para que o produtor consiga aproveitar melhor o potencial da safra e as oportunidades de comercialização”, destaca.
Mercado também requer atenção
Além dos desafios agronômicos, os produtores acompanham com atenção o comportamento do mercado. A volatilidade dos preços do milho continua sendo influenciada pelo desempenho da segunda safra em âmbito nacional. Fator que pode alterar estratégias de comercialização ao longo dos próximos meses.
Nesse contexto, especialistas recomendam que o produtor mantenha acompanhamento não apenas das condições das lavouras, mas também das cotações do cereal. A definição do melhor momento para negociar a produção pode contribuir para ampliar a rentabilidade e reduzir impactos provocados pelas oscilações do mercado.
Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e um cenário ainda dependente das condições climáticas das próximas semanas, a safrinha de milho no Sul de Minas segue cercada de desafios. O acompanhamento técnico permanente e a tomada de decisões rápidas serão determinantes para o desempenho da safra. E para os resultados econômicos obtidos pelos produtores da região.









