Instrumento fortalece a confiança no crédito agrícola e traz mais previsibilidade em um cenário de maior risco climático
plantação
Foto: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar

Um novo seguro voltado à cobertura de riscos climáticos promete reforçar a segurança das operações de crédito rural e ampliar a confiança no agronegócio. A solução foi desenvolvida para proteger produtos vinculados à Cédula de Produto Rural (CPR), um dos principais instrumentos de financiamento do setor.

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Segundo o diretor-geral da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), Cesar Henrique Bernardes Costa, a iniciativa fortalece o uso da CPR ao oferecer uma proteção direta ao credor contra perdas climáticas. “É uma resposta concreta à demanda do mercado e um avanço importante para o crédito agrícola brasileiro”, afirmou.

O produto se diferencia pela forma de indenização: em caso de sinistro, o segurador paga o valor diretamente ao credor da CPR, o que amplia a segurança financeira e reduz os riscos de inadimplência. Além disso, o seguro pode contar com subvenção federal ao prêmio do seguro rural, o que diminui o custo da apólice. No Estado de São Paulo, produtores também têm acesso à subvenção estadual.

Para o diretor territorial da MAPFRE em São Paulo, Leonardo Marins, o aumento do crédito privado no agronegócio exige uma estrutura de mitigação de riscos mais robusta. “A CPR ganhou protagonismo nessas operações, e diante da maior instabilidade climática, é essencial que o risco esteja coberto. Quando estruturada tecnicamente, a CPR oferece previsibilidade e o mercado passa a confiar mais no título”, destacou.

Disponibilidade

A nova modalidade estará disponível em fevereiro de 2026, cobrindo a produção e o financiamento da safra 2026/2027. A iniciativa atende à demanda por instrumentos capazes de reforçar a segurança jurídica e financeira nas operações com CPR, fortalecendo o crédito do agronegócio brasileiro.

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Cesar Henrique Bernardes Costa, diretor geral da BBM e Leonardo Marins, diretor territorial São Paulo da MAPFRE. Foto: Divulgação

A parceria entre as instituições teve início em 2024, quando lançaram produtos voltados ao seguro florestal com condições diferenciadas. O objetivo é ampliar o acesso a coberturas de risco no campo e oferecer mais soluções de proteção para produtores e financiadores rurais.