Volume é o maior para um segundo trimestre desde 1997, enquanto produção de carcaças também cresce
Foto: divulgação MAPA

O Brasil abateu 10,72 milhões de bovinos no segundo trimestre de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume é o maior já registrado para um segundo trimestre desde o início da série histórica, em 1997.

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Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o número de animais abatidos aumentou 1,3%. Em relação aos três primeiros meses deste ano, houve crescimento de cerca de 4%, conforme os dados do IBGE.

O avanço também apareceu na produção de carne. O peso das carcaças bovinas chegou a 2,75 milhões de toneladas entre abril e junho, alta de 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2026. Na comparação anual, o crescimento foi de 3%.

Mais animais e maior volume de carne

O aumento simultâneo do número de bovinos abatidos e do peso das carcaças mostra um ritmo maior de processamento pela indústria frigorífica no segundo trimestre.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a evolução da produção de carne não depende apenas da quantidade de animais encaminhados aos frigoríficos. O peso das carcaças e a composição dos animais abatidos também influenciam o volume final produzido.

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Fatores relacionados à produção pecuária, como genética, nutrição, manejo e qualidade das pastagens, podem contribuir para elevar o peso dos animais e a produtividade dos sistemas. Esses elementos, porém, não permitem atribuir isoladamente o recorde trimestral a um único fator.

O resultado do IBGE considera os bovinos abatidos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Portanto, o levantamento representa o abate registrado dentro dos sistemas de inspeção considerados pela pesquisa. O desempenho do segundo trimestre mantém a pecuária bovina em um patamar elevado de atividade e amplia o volume de carne produzido pela indústria no período.