Cidasc reforça alerta para vacinação de rebanhos e monitoramento de morcegos
Bovino de pelagem branca deitado sobre uma área de terra em meio a um pasto verde, com o corpo estendido e a cabeça apoiada no chão. O fundo aparece levemente desfocado, destacando o animal em primeiro plano.
Doença afeta o sistema nervoso dos animais e não tem cura (Foto: Divulgação/Iagro)

Um novo caso de raiva bovina foi confirmado em Santa Catarina. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc), o animal que morreu e teve diagnóstico positivo para a doença estava na mesma propriedade rural de Itapiranga, na região Oeste do Estado, onde um foco já havia sido registrado em julho.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Com a nova ocorrência, o número de mortes de animais provocadas pela enfermidade em Santa Catarina em 2026 subiu para 27. O caso reforçou o alerta das autoridades sanitárias para que os pecuaristas vacinem os rebanhos e monitorem a presença de morcegos hematófagos, principais transmissores do vírus.

Onde os casos foram registrados

Os municípios catarinenses com ocorrências confirmadas de raiva bovina em 2026 são Pescaria Brava, com seis casos, e Chapecó, com quatro. Orleans registrou três ocorrências, enquanto Angelina, Gravatal e Itapiranga somam dois casos cada.

Já Apiúna, Bocaína do Sul, Caçador, Criciúma, Indaial, Major Gercino, São Francisco do Sul e São José do Cedro tiveram um caso confirmado cada um.

Doença sem cura também atinge humanos

A raiva bovina, também chamada de raiva dos herbívoros, é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central e não tem cura.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os bovinos não são os únicos animais de produção envolvidos no ciclo da doença: equinos, ovinos, caprinos e suínos, além de animais silvestres e seres humanos, também podem ser acometidos pela enfermidade.

Como o vírus é transmitido?

O transmissor da raiva bovina é o Desmodus rotundus, conhecido como morcego-vampiro. O animal transmite o vírus por meio da saliva durante a mordida, quando tenta se alimentar do sangue do hospedeiro. Depois da infecção, o período de incubação costuma variar entre 30 e 90 dias.

Portanto, a principal medida de prevenção continua sendo a vacinação dos rebanhos. A Cidasc também orienta os produtores a observarem possíveis abrigos de morcegos hematófagos, como troncos ocos de árvores, cavernas, telhados e casas abandonada.

Sintomas que merecem atenção

Entre os principais sinais da raiva bovina em animais infectados estão a mudança de comportamento e a perda de apetite, seguidas de salivação excessiva e falta de coordenação motora. Em estágios mais avançados, o animal costuma apresentar fraqueza generalizada e dificuldade para se levantar.

Diante de qualquer um desses sintomas, a orientação é isolar o animal suspeito e acionar imediatamente a Cidasc ou o serviço veterinário local.