Expedição analisou 1,4 milhão de bovinos em 50 propriedades e também identificou dificuldades com energia elétrica e mão de obra
Bois
Foto: Reprodução/CRMV-SP

A falta de bovinos para reposição está entre os principais desafios enfrentados pelos confinadores de Goiás. O diagnóstico faz parte da Expedição Pesebem, que analisou 1,4 milhão de cabeças durante visitas realizadas em diferentes propriedades do estado.

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Entre os dias 15 e 19 de setembro, 19 técnicos percorreram 50 unidades nas rotas norte e sul. Paralelamente, equipes de campo do Senar Goiás visitaram outras fazendas. Com isso, o trabalho reuniu informações sobre um volume expressivo de animais e permitiu identificar obstáculos que afetam a atividade.

Além da disponibilidade de gado para reposição, o levantamento apontou dificuldades relacionadas ao fornecimento de energia elétrica e à mão de obra. Esses fatores entram na rotina dos produtores e podem interferir no planejamento das operações.

Reposição ganha peso no planejamento

Para o confinador, encontrar animais em quantidade suficiente é uma etapa importante antes da entrada dos bovinos no sistema de engorda. Por isso, a disponibilidade de reposição influencia diretamente a organização do ciclo produtivo.

Nesse cenário, a dificuldade identificada pela Expedição Pesebem chama atenção porque Goiás ocupa a terceira posição entre os estados brasileiros com maior número de bovinos confinados, segundo informação apresentada pelo Sistema Faeg/Senar/Ifag.

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Assim, qualquer dificuldade relacionada ao abastecimento de animais pode ter impacto no planejamento das propriedades que utilizam o sistema intensivo de engorda.

O diagnóstico também mostra que os desafios não se concentram apenas na compra ou disponibilidade do gado. Durante as visitas, os profissionais encontraram problemas ligados à energia elétrica e à disponibilidade de trabalhadores.

Expedição percorreu diferentes regiões

A equipe iniciou as atividades de campo em 15 de setembro e percorreu as rotas norte e sul do estado até o dia 19. Ao todo, 50 confinamentos receberam a visita dos 19 técnicos envolvidos diretamente na expedição.

Além disso, profissionais do Senar Goiás fizeram visitas complementares em outras propriedades. Dessa maneira, o trabalho ampliou a coleta de informações sobre a realidade da pecuária intensiva no estado.

O número de bovinos analisados também dá dimensão ao levantamento: foram considerados 1,4 milhão de animais.

Resultados foram apresentados em coletiva

O Sistema Faeg/Senar/Ifag apresentou os resultados à imprensa na tarde de 21 de setembro. A coletiva contou com a participação do presidente do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Armando Rollemberg, e do coordenador do Programa Pesebem, Alexandre Reis.

A partir das informações reunidas em campo, a expedição identificou a disponibilidade de animais para reposição como um dos principais pontos de atenção para os confinadores goianos. Ao mesmo tempo, as dificuldades com energia elétrica e mão de obra mostram que a atividade também depende de condições estruturais para manter o planejamento da engorda.