Polícia Civil interveio depois que uma píton amarela foi encontrada às margens de um rio
Caso mostra como a criação irregular de répteis pode gerar desequilíbrio ambiental e risco para a população. (Foto: Reprodução/PC GO)

Uma píton amarela de 4,8 metros virou caso de polícia em Goiás depois de ser entregue pelo próprio tutor à Polícia Civil. O animal, sem licença de criação nem documentação de origem, estava em Anápolis e chamou atenção pelo risco e pela irregularidade.

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A cobra pertence à espécie píton-molurus, um réptil exótico que não faz parte da fauna brasileira. Segundo a polícia, a documentação do Ibama é essencial para esse tipo de criação, e a ausência desses papéis levou à apreensão.

Animal já havia fugido antes

O caso ganhou ainda mais peso porque a cobra já tinha escapado antes. Na semana passada, ela foi encontrada às margens do rio Araguaia, na região de Aruanã, a cerca de 330 km do local onde vivia, e depois devolvida ao responsável.

Segundo a investigação, o tutor disse que recebeu o animal há cerca de sete anos de uma vizinha e afirmou não saber mais onde ela mora. A polícia também apura as circunstâncias da posse e da origem da serpente.

Espécie exótica preocupa autoridades

A Polícia Civil alerta que a píton-molurus pode causar desequilíbrio ambiental por ser uma espécie exótica. Além disso, o porte do animal aumenta o risco em caso de fuga, manuseio inadequado ou criação fora das regras.

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Após a apreensão, a serpente foi encaminhada às autoridades competentes e a tendência é que siga para um zoológico. O episódio reforça o problema da criação irregular de animais silvestres exóticos no país.