Resumo da notícia
- Minas Gerais lidera a piscicultura nacional, com foco em 25 municípios do Norte e Noroeste do estado, buscando ampliar recursos para fortalecer produtores familiares e empreendimentos aquícolas.
- Visita técnica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reforçou articulação institucional e identificou oportunidades para melhorar renda, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.
- A Rota do Pescado inclui centros tecnológicos e entrepostos familiares, promovendo inovação, geração de emprego e permanência das famílias no campo com dignidade e perspectivas de futuro.
A piscicultura no Norte e Noroeste de Minas Gerais ganhou novo fôlego. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e integrantes do Polo de Piscicultura das Gerais receberam, na última semana, a visita técnica de Hugo Carlos Vieira Coelho, consultor do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) responsável por coordenar, em nível ministerial, o Projeto de Cooperação Técnica (PCT) dos Polos de Piscicultura da Rota do Pescado. Uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

O objetivo da visita foi fortalecer a articulação institucional e ampliar a captação de recursos financeiros voltados, principalmente, a produtores familiares e empreendimentos aquícolas da região.
“Esses recursos representam oportunidades concretas de melhoria das condições de trabalho, ampliação da geração de renda, fortalecimento da segurança alimentar e estímulo ao desenvolvimento regional sustentável, além de favorecerem a permanência das famílias no campo e a sucessão familiar nas atividades produtivas”, afirmou José Cláudio dos Santos, engenheiro de pesca da Codevasf em Minas Gerais.
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Para o superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Romeu Souto Filho, a piscicultura já transformou a realidade de milhares de famílias mineiras. E pode avançar ainda mais. “Fortalecer a Rota do Pescado é fortalecer o desenvolvimento regional, a segurança alimentar e a permanência das famílias no campo com dignidade e perspectivas de futuro”, declarou.
Roteiro de visitas
A comitiva percorreu pontos estratégicos da cadeia produtiva regional. A primeira parada foi o Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias (CIT). Ela é uma unidade de referência da Codevasf na produção e difusão de tecnologias aquícolas. O chefe da unidade, Julimar dos Santos, e o analista Edson Vieira Sampaio apresentaram as instalações e as perspectivas de atuação conjunta no âmbito da Rota do Pescado.
Em Felixlândia, um dos maiores produtores nacionais de pescado em tanques-rede, a comitiva reuniu-se com a prefeita Aparecida Bernardino. Além de piscicultores, representantes de entidades do Polo de Piscicultura das Gerais e Neide dos Santos, presidente do Comitê Gestor do Núcleo Regional de Buritizeiro da Agência de Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável do Brasil (Adesb). O encontro debateu demandas prioritárias para impulsionar a atividade aquícola na região.
A agenda incluiu ainda a visita a um entreposto familiar de beneficiamento e comercialização de pescado no Alto São Francisco. O empreendimento foi criado e é administrado por membros de uma mesma família. E processa mais de uma tonelada de pescado por dia dentro das normas vigentes para o setor.
Relevância econômica e social
O Polo de Piscicultura das Gerais reúne representantes de instituições públicas e privadas em 25 municípios mineiros. Eles são organizados em cinco núcleos regionais: Buritizeiro, Bocaiúva, Felixlândia, Janaúba e Taiobeiras.
A Rota do Pescado conta atualmente com oito polos implantados no Brasil, mas apenas dois operam em plena atividade. O Polo das Gerais é um deles. E beneficia, direta e indiretamente, mais de 15 mil famílias de piscicultores.








