Um estudo inédito da Equus Capital revelou que o setor de biocombustíveis enfrentou dificuldades significativas nos últimos 24 meses, resultando no fechamento de 6,11% das empresas do segmento. As companhias encerradas tinham, em média, 16,5 anos de operação, demonstrando que tanto novos entrantes quanto negócios consolidados foram impactados por desafios estruturais e econômicos.
Principais fatores para os fechamentos
- De acordo com o estudo, os principais motivos que levaram ao encerramento das atividades incluem:
- Altos custos operacionais, que comprometem a competitividade;
- Incertezas regulatórias, dificultando o planejamento estratégico;
- Volatilidade do mercado de combustíveis renováveis, que afeta a previsibilidade financeira.
Felipe Vasconcellos, sócio da Equus Capital, destacou que esses fatores estão diretamente relacionados às dificuldades enfrentadas pelas empresas. “Altos custos operacionais, incertezas regulatórias e dificuldades logísticas afetam a competitividade das companhias, independentemente do tempo de existência”, afirmou Vasconcellos.
Análise por subsetores
O estudo também detalhou as taxas de fechamento por subsetores:
- Fabricação de biocombustíveis (exceto álcool): 6,11% das empresas encerraram suas atividades, com 10 negócios fechados.
- Fabricação de álcool: A taxa foi menor, de 4,82%, representando o fechamento de 25 empresas.
- Apesar da infraestrutura consolidada e dos incentivos governamentais que tornam o subsetor do álcool relativamente mais estável, os desafios para manutenção das operações continuam significativos.

As médias e grandes empresas foram as mais afetadas. No subsetor de biocombustíveis (exceto álcool), a taxa de fechamento chegou a 7%, enquanto no subsetor de fabricação de álcool foi de 4,8%. A idade média das empresas encerradas era de 16,7 anos, reforçando que fatores estruturais como altos custos operacionais e instabilidade regulatória tiveram papel crucial nos fechamentos.
Adaptação como diferencial
Empresas que conseguiram se manter ativas demonstraram maior capacidade de adaptação. Segundo o levantamento, inovação tecnológica, gestão eficiente e diversificação das operações foram elementos-chave para garantir sustentabilidade e competitividade no mercado. Vasconcellos concluiu: “A combinação desses fatores reforça a necessidade de inovação e eficiência operacional para enfrentar os desafios do dinâmico setor de biocombustíveis.”
O estudo evidencia a urgência em estratégias mais robustas para fortalecer o setor frente às adversidades econômicas e regulatórias.
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