Um pirarucu (Arapaima gigas) de aproximadamente 2 metros de comprimento foi avistado na manhã desta sexta-feira por um pescador no Lago Paranoá, um dos símbolos de Brasília. Embora a espécie seja nativa da Amazônia, sua presença em outros corpos d’água do Brasil tem sido registrada com frequência, como no interior de São Paulo.
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O pirarucu, conhecido cientificamente como Arapaima gigas, é um dos maiores peixes de água doce do mundo. Ele pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar até 200 kg. Nativo da Bacia Amazônica, ele é uma espécie adaptável que pode ser encontrada em rios e lagos de águas claras, onde sobe à superfície para respirar ar atmosférico.
Conhecido como “codorna da Amazônia” por sua carne saborosa e sem espinhas, ele respira ar atmosférico graças a um pulmão primitivo, subindo à superfície a cada 20 minutos. A espécie, quase extinta nos anos 2000 devido à pesca predatória, é hoje protegida por programas de manejo sustentável na região norte.
O nome “pirarucu” vem do tupi pira (peixe) + urucum (vermelho), em referência à cor de sua cauda.
Lago Paranoá: de área degradada a refúgio ecológico
O Lago Paranoá, criado em 1959 para umedecer o clima seco de Brasília, já foi considerado biologicamente morto devido à poluição nas décadas de 1980 e 1990. Após investimentos em saneamento, tornou-se um exemplo de recuperação ambiental, abrigando hoje mais de 40 espécies de peixes, como tucunarés, tilápias e carpas.
Embora não seja um habitat típico para o pirarucu, a presença de espécies exóticas em lagos artificiais não é rara, devido à introdução acidental ou intencional por humanos. Em 2021, um pirarucu de 1,5 metro foi encontrado morto no mesmo lago.
A pesca do pirarucu é proibida no Lago Paranoá, mesmo que acidental. Quem avistar o animal deve acionar o Ibama (0800 061 8080).
Para ambientalistas, a aparição reforça a resiliência do Lago Paranoá, que hoje atrai até mergulhadores em busca de sua vida subaquática revitalizada.
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