Exportadores de café pedem cautela ao governo brasileiro diante da retaliação contra os Estados Unidos pelo tarifaço de 50%.

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considera prematura a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica. Ou seja, a entidade defende manter o diálogo com autoridades americanas e representantes do setor para evitar novos impasses comerciais.

Negociações em risco

O Cecafé alerta que a retaliação pode prejudicar negociações diretas entre exportadores brasileiros e compradores de café nos Estados Unidos. A comitiva do setor, liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cumprirá extensa agenda em Washington na próxima semana. Em resumo, o grupo se reunirá com escritórios de advocacy, a National Coffee Association (NCA), autoridades do Departamento de Estado e representantes da indústria. Os encontros também incluem evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA e audiência pública sobre a taxação de exportações brasileiras de café.

A importância do nosso café para os EUA

Segundo o Cecafé, 30% do mercado americano depende do café brasileiro, que responde por 16% das exportações nacionais. A entidade afirma que a medida do governo pode acirrar ânimos e abrir espaço para nova retaliação dos Estados Unidos. O segmento lembra ainda que os cafés verdes não receberam apoio em programas federais, o que aumenta a preocupação com os impactos.

Avaliação da reciprocidade

O Itamaraty formalizou a abertura de consultas na Camex, que terá 30 dias para avaliar contramedidas.
Em ofício, o ministério afirmou que as tarifas americanas representam tentativa de ingerência em assuntos internos do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a aplicação da lei, sancionada em abril, mas disse não ter pressa. Segundo Lula, a medida apenas inicia o processo necessário para notificar oficialmente os Estados Unidos sobre a resposta brasileira.

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