Resumo da notícia
- A demanda por cortes suínos típicos das festas de fim de ano cresce no atacado, elevando os preços, com o pernil em São Paulo atingindo R$ 14,11/kg, alta de 2,3% em dezembro.
- Os preços da carne bovina também sobem devido ao consumo sazonal, com cortes como picanha, maminha e fraldinha registrando valorização acima de 11% entre outubro e dezembro.
- Apesar da alta nos cortes, o mercado de animais para abate desacelera, pois frigoríficos já têm escalas preenchidas e pecuaristas adotam postura cautelosa, aguardando preços melhores em janeiro.
A demanda por cortes suínos típicos das festas de fim de ano cresce no mercado atacadista. Como resultado, as cotações avançam, segundo levantamentos do Cepea. De acordo com o Centro de Pesquisas, o pernil lidera a valorização no atacado paulista.
Na parcial de dezembro, até o dia 16, o quilo atingiu média de R$ 14,11. O valor representa alta de 2,3% em relação a novembro de 2025. Além disso, outros cortes tradicionais ganham destaque neste período festivo.
O lombo, por exemplo, registra aumento na procura.
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Carne bovina
No mercado de carne bovina, os preços também seguem em trajetória de alta. O movimento se intensifica neste fim de 2025, impulsionado pelo consumo sazonal. Segundo o Cepea, a carcaça casada sustenta a valorização no atacado. O avanço ocorre, principalmente, pelos preços maiores do traseiro e da ponta de agulha. Esses cortes ganham força por causa da maior demanda para churrascos de fim de ano. Enquanto isso, o dianteiro apresenta alta mais moderada, padrão comum neste período.
Entre outubro e a semana encerrada em 12 de dezembro, cortes desossados tiveram fortes ganhos. A picanha acumulou valorização de 21,5%. A maminha subiu 11,2%, enquanto a fraldinha avançou 12,8%.
Por outro lado, o mercado de animais para abate mostra arrefecimento. A proximidade dos feriados reduz o ritmo das negociações, explicam pesquisadores. Grande parte das escalas de abate para o fim do ano e início de janeiro já está preenchida. Com isso, alguns frigoríficos se afastam das compras no mercado. Ao mesmo tempo, pecuaristas adotam postura mais cautelosa. Muitos já fecharam vendas de 2025 ou aguardam preços mais altos em janeiro.