Lançado em vinil, Amanaci, o 14º álbum do violeiro e compositor, traz 13 faixas autorais inspiradas na “Mãe das Chuvas”
Foto: Rafaela Maia/Divulgação

O violeiro, compositor e artesão de instrumentos Levi Ramiro apresentou em novembro de 2025 seu 14º álbum autoral, ‘Amanaci’, o primeiro lançado em formato vinil. O trabalho reúne 13 canções inéditas que refletem sobre o significado da chuva e sua relação com a natureza e o ser humano.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Foto: Yuri Garfunkel/Divulgação

Conhecido como um dos principais nomes da música rural brasileira, Ramiro soma prêmios e apresentações em palcos do Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos. Com o novo disco, ele amplia seu legado ao unir poesia, sensibilidade ecológica e som artesanal.

O nome Amanaci, de origem Tupi-Guarani, significa “Mãe das Chuvas”, inspiração que orienta toda a obra. As composições discutem o “ato de chover”, símbolo de generosidade e serviço, como explica o artista. “As canções louvam a dádiva da vida,a água boa, o ar puro, a terra sadia. Elas despertam um olhar mais consciente sobre o clima, a presença humana no planeta e nossa forma de produzir alimentos”, detalha Ramiro.

A gravação destaca o som característico das violas de cabaça construídas pelo próprio músico, em arranjos que contam com Carlinhos Ferreira (percussão e efeitos), Rafael Schimidt (violão), Edu Guimarães (sanfona), Esdras Rodrigues (rabecas), além das vozes de Manu Saggioro e Daísa Munhoz. O álbum também traz participações especiais de João Arruda e Antônio Beirão.

Experiência artesanal

Produzido com o apoio de familiares, amigos e admiradores, Amanaci representa uma experiência artesanal em todos os sentidos. Ramiro destaca o prazer de ouvir a obra em vinil: “Ouvir o álbum pronto foi uma felicidade imensa. A qualidade e o processo me surpreenderam. Agora só quero escutar vinil”, comenta.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Sem pressa de disponibilizar o álbum nas plataformas digitais, o artista quer incentivar o público a redescobrir o valor da escuta analógica. “Quero provocar as pessoas a voltarem a ouvir discos e apreciar o ritual que o vinil oferece”, conclui Levi Ramiro.