Resumo da notícia
- O Ministério da Agricultura e Pecuária retirou mais de 2,4 toneladas de café impróprio do mercado em Campos dos Goytacazes, identificando grãos mofados, ardidos e impurezas em quatro indústrias fiscalizadas.
- Durante a ação conjunta entre Mapa, Procon-RJ, Sedcon-RJ e Polícia Militar, 1.070 kg de café foram destruídos e 1.350 kg apreendidos para análise e destinação correta, além de bobinas de rótulos irregulares inutilizadas.
- As empresas autuadas receberam intimações e têm 90 dias para adequar suas instalações, reforçar a higiene e implementar controle de qualidade e rastreabilidade para garantir produtos seguros.
- A operação teve caráter preventivo, visando proteger a saúde pública, garantir concorrência leal e combater fraudes, com a integração de órgãos fortalecendo a fiscalização e a proteção ao setor cafeeiro.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) retirou mais de 2,4 toneladas de café impróprio do mercado fluminense. A ação ocorreu entre 27 e 29 de agosto em Campos dos Goytacazes (RJ).
A fiscalização reuniu Mapa, Procon-RJ, Secretaria de Defesa do Consumidor e Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em geral, o objetivo foi combater fraudes e proteger consumidores. Os fiscais inspecionaram quatro indústrias de café torrado e moído. Eles identificaram o uso de grãos mofados e ardidos, além de impurezas como cascas e paus.
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Os fiscais destruíram imediatamente 1.070 quilos de café durante a ação. Outros 1.350 quilos foram apreendidos para análise e destinação correta. Além disso, também foram inutilizadas três bobinas de rótulos irregulares.
As empresas autuadas receberam intimações. Elas têm 90 dias para adequar instalações, reforçar higiene e implantar controle de qualidade e rastreabilidade.
Defesa do consumidor e concorrência

Segundo os auditores, a operação teve caráter preventivo. Ou seja, a meta foi garantir produtos de qualidade no mercado e proteger a saúde pública.
O Mapa também reforçou a importância de assegurar concorrência leal. Ao mesmo tempo, o órgão destacou que práticas irregulares prejudicam produtores sérios e comprometidos com o café brasileiro.
Integração entre órgãos
Auditores federais agropecuários de três estados coordenaram a operação. Equipes técnicas do Procon-RJ, da Sedcon-RJ e da Polícia Militar apoiaram as ações.
Para Celso Franchini, chefe do Serviço de Combate a Fraudes do Dipov, a integração fortalece a resposta do Estado. Além disso, ele destacou que a união de esforços amplia a proteção à saúde pública e ao setor produtivo.