Resumo da notícia
- O Governo do Paraná investirá R$ 1,5 milhão para criar o Polo Tecnológico da Mandioca, visando modernizar a cadeia produtiva com inovação, sustentabilidade e tecnologia, desenvolvido pelo Tecpar.
- O projeto integra pequenos produtores, universidades e indústria para pesquisa em biotecnologia, alimentos funcionais, bioplásticos e bioenergia, ampliando o uso industrial da mandioca.
- Com duração inicial de 14 meses, o polo busca fortalecer a produção regional, gerar empregos e posicionar o Noroeste do Paraná como referência em tecnologia e inovação na mandioca.
- A iniciativa inclui capacitação técnica para produtores, com metas de aumentar produtividade em 20%, reduzir perdas em 35% e elevar o faturamento das cooperativas em 25%, além do lançamento de novos produtos no mercado.
Na Feira Internacional da Mandioca (Fiman), realizada em Paranavaí, o Governo do Paraná apresentou uma aposta ambiciosa: transformar a mandioca em símbolo de inovação. Por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), o Estado confirmou nesta quarta-feira (26) um investimento de R$ 1,5 milhão para criar o Polo Tecnológico da Mandioca, que será desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
O objetivo vai além da ciência. O governo quer unir tecnologia, sustentabilidade e agricultura familiar em um projeto que consolide o Paraná como referência nacional no uso da mandioca para fins industriais.
Ciência, campo e tecnologia de mãos dadas
O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, define o projeto como um divisor de águas para o setor.
“Com esse polo, a mandioca ganha uma nova cara. Vamos modernizar e integrar toda a cadeia produtiva do Noroeste, criando um ambiente que combina inovação tecnológica, sustentabilidade e competitividade”, comentou ele durante o evento.
A proposta é criar um ecossistema que ligue pequenos produtores, universidades e a indústria. Entre os planos, está a instalação de um laboratório de controle de qualidade e um núcleo de pesquisa focado em amidos modificados, alimentos funcionais e biotecnologia. A estrutura vai permitir estudos sobre o uso da mandioca em bioplásticos, bioenergia e farmacotécnica, além de possibilitar o desenvolvimento de produtos sem glúten e de rótulo limpo (“clean label”).
Pesquisas e novos mercados
De acordo com o diretor de Tecnologia e Inovação do Tecpar, Lanes Randal Prates Marques, o polo quer ampliar o valor da cadeia produtiva com novos produtos e a abertura de mercados.
“A mandioca tem um potencial enorme. Pode gerar alimentos funcionais, produtos bioenergéticos e até insumos industriais. É um campo fértil para inovação”, afirmou.

O projeto terá duração inicial de 14 meses e prevê parcerias com universidades e centros de pesquisa. O resultado esperado é fortalecer a produção regional, criar empregos e tornar o Noroeste do Paraná um polo de referência tecnológica.
Impacto direto na vida no campo
Além da pesquisa, o projeto aposta pesado em capacitação técnica. Pequenos e médios produtores receberão treinamento e assistência continuada, com incentivo a práticas mecanizadas e sustentáveis. A meta é aumentar a produtividade da cadeia da mandioca em até 20% e reduzir perdas e resíduos em 35%.
Outros objetivos incluem elevar em 25% o faturamento das cooperativas locais e inserir cinco novos produtos no mercado, sendo três destinados ao consumo nacional e dois direcionados à exportação.
Assim, a mandioca, que já molda a economia do interior paranaense, pode agora descobrir um novo destino: o da inovação científica e do valor agregado.