O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a captura legal de 19.405 pirarucus (Arapaima gigas) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no Médio Solimões, Amazonas. Essa autorização integra o Programa Arapaima, que visa o manejo sustentável do pirarucu e a conservação dos ecossistemas de várzea, estimulando práticas comunitárias e fomentando benefícios socioeconômicos para as comunidades envolvidas.

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A cota liberada corresponde a 28% dos peixes adultos contabilizados nas 22 localidades beneficiadas, respeitando critérios científicos de sustentabilidade, com fiscalização rigorosa, biometria obrigatória e rastreabilidade do pescado. O manejo sustentável também promove transparência econômica e desenvolvimento comunitário na Amazônia.

Detalhes do manejo e autorizações

Foram emitidas 13 autorizações para seis instituições parceiras que organizam a pesca junto às comunidades.

São 68.063 pirarucus adultos contabilizados, e a cota de pesca liberada é de 28%, podendo variar entre 18% e 30% conforme a capacidade e situação de cada setor.A autorização é válida até 30 de novembro de 2025.

Foto: Divulgação/IDSM

Exigências rigorosas incluem biometria de todos os peixes, lacres numerados para rastreabilidade, relatórios detalhados, monitoramento via georreferenciamento e supervisão constante pelos órgãos ambientais.

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O transporte do pescado depende de guias de trânsito do Ibama, garantindo legalidade. Peixes fora dos critérios legais devem ser doados, reforçando a responsabilidade socioambiental.

Programa Arapaima

Instituído pelo Ibama em fevereiro de 2025, o programa tem por objetivo promover o manejo sustentável do pirarucu e conservar ecossistemas de várzea.

Incentiva a organização coletiva dos pescadores e apoia o desenvolvimento socioeconômico das populações tradicionais da região.

O programa também prioriza o monitoramento contínuo da espécie, o controle da pesca e a rastreabilidade para fiscalização e exportação legal.

O Programa Arapaima cobre principalmente o estado do Amazonas, com possibilidades de expansão para outros estados da Amazônia.

Assim, o manejo autorizado em 2025 na RDS Mamirauá reflete um modelo de uso sustentável da biodiversidade amazônica. Cmbinando conservação ambiental e geração de renda para comunidades locais de forma transparente e regulamentada.