O Governo Federal lançou nesta terça-feira (1º), no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2025/2026, que destina R$ 516,2 bilhões para impulsionar a agricultura empresarial no Brasil. O valor supera em R$ 8 bilhões o montante da safra anterior e marca o maior investimento já feito no setor. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, além do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participaram da cerimônia de lançamento, que reforçou o compromisso com o crescimento do agro nacional sob o slogan “Força para o Brasil crescer”.

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Crédito ampliado e foco em sustentabilidade

O Plano Safra 2025/2026 oferece crédito para médios e grandes produtores, abrangendo operações de custeio, comercialização e investimento. As condições de financiamento variam conforme o perfil do produtor e o programa acessado. Os detalhes sobre taxas de juros e prazos estão disponíveis nas tabelas oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A nova edição traz medidas inéditas para promover segurança e sustentabilidade no campo. Agora, o crédito rural de custeio agrícola exige o cumprimento das recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ampliando a exigência para operações acima de R$ 200 mil e para contratos sem Proagro. A medida busca evitar financiamentos fora dos períodos indicados e em áreas com restrições, fortalecendo a produção sustentável.

O plano também permite financiar rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, facilitando o acesso a insumos. Além disso, produtores podem destinar recursos à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas. E investir em plantas de cobertura para proteger o solo no período de entressafra.

Renegociação de dívidas e acesso ampliado ao Funcafé

Para apoiar produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores, o Plano Safra facilita a renegociação de dívidas, proporcionando mais flexibilidade para reorganizar passivos e manter o fluxo produtivo.

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O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ampliou o acesso nesta edição. Agora, portanto, os beneficiários do Pronaf e do Pronamp podem acessar o fundo mesmo com contratos ativos pelo Plano Safra, fortalecendo o setor cafeeiro e ampliando as opções de crédito.

O governo manteve a taxa de desconto de 0,5 ponto percentual nos juros do crédito rural de custeio até junho de 2026 para produtores do Pronamp e para quem investir em práticas sustentáveis. Além disso, os programas Moderagro e Inovagro foram unificados, aumentando o limite para investimentos em granjas e facilitando a modernização das estruturas.

O subprograma RenovAgro Ambiental agora inclui ações de prevenção e combate a incêndios, além da recuperação de áreas protegidas. Assim, produtores podem financiar caminhões-pipa, carretas-pipa e mudas de espécies nativas para recompor áreas de preservação permanente e reservas legais.

O Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) dobrou o limite de capacidade por projeto, passando de 6 mil para 12 mil toneladas. Assim, melhorando a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

Outra novidade é o aumento do limite de renda anual para enquadramento no Pronamp, que subiu de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões. Portanto, ampliando o acesso às condições diferenciadas do programa.

Agro fortalecido para o futuro

O Plano Safra 2025/2026 reforça o papel estratégico da agropecuária no desenvolvimento do Brasil. Ao ampliar o crédito, incentivar práticas sustentáveis e modernizar o campo, o governo aposta em um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais, consolidando o agro brasileiro como referência mundial.

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