Cientistas brasileiros do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT Nano Agro) desenvolveram um “nariz eletrônico” para detectar feromônios em insetos, visando um controle mais eficiente e sustentável de pragas agrícolas. Essa inovação é crucial em um cenário onde a crise climática aumenta a predação de culturas por insetos.

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Estudos recentes da Universidade de Stanford indicam que insetos são responsáveis por prejuízos significativos nas principais culturas de grãos, como trigo, arroz e milho. Com o aquecimento global, essa situação deve piorar, pois o metabolismo dos insetos acelera em climas mais quentes, aumentando seu apetite e taxas de reprodução.

A tecnologia do nariz eletrônico

O dispositivo, liderado pelas pesquisadoras Juliana e Clarice Steffens, utiliza nanosensores baseados em nanocompósitos de Óxidos de Grafeno (GO) e polianilina (PANI) para detectar feromônios de acasalamento de pragas como percevejos e mariposas. Essa detecção permite um manejo localizado e sustentável, evitando o uso excessivo de pesticidas.

Docentes da URI Prof. Dra. Juliana Steffens e da Prof. Dra. Clarice Steffens.

A tecnologia pode ser integrada à inteligência artificial para monitorar pragas no campo e aplicar soluções de controle mais eficazes. “Os avanços em miniaturização e análise de dados, aliados a sensores funcionais, oferecem soluções promissoras para uma agricultura mais sustentável”, destaca Juliana Steffens.

Os próximos estudos incluirão a validação do dispositivo em campo, utilizando feromônios padrão e insetos vivos. A expectativa é que essa inovação contribua significativamente para reduzir gastos e melhorar a eficiência dos produtores agrícolas.

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