Às margens do Rio São Lourenço, no coração do Pantanal, Marcela, a onça-pintada, emerge das sombras com uma presença que deixa todos sem fôlego. Seu passo elegante e poderoso é um espetáculo raro, capaz de hipnotizar até os mais experientes fotógrafos, que se veem sem palavras diante da beleza selvagem que se desdobra diante deles. “Se existem animais com autoridade, presença, delicadeza e elegância, a onça-pintada está no topo,” afirma o aventureiro e fotógrado Tomas Thibaud.

Marcela é mais do que apenas uma onça-pintada. Ela é um ícone da vida selvagem pantaneira, conhecida e admirada por guias e visitantes que se aventuram por essas águas calmas e matos densos. Sua presença é um lembrete constante da importância da preservação da biodiversidade em um dos últimos refúgios naturais da América do Sul.
Enquanto Marcela avança, as aves que povoam o céu pantaneiro abrem caminho, como se reconhecessem a soberania da rainha do Pantanal. Esse respeito mútuo entre as espécies é um testemunho do equilíbrio delicado que reina nesse ecossistema. Nesse território, a onça-pintada desempenha um papel crucial como reguladora da cadeia alimentar.
“Esse avistamento foi especial porque já vínhamos acompanhando os passos e os nados da Marcela, até que, de repente, tudo se encaixou para que ela caminhasse por aquela língua de areia com tanta presença e autoridade que as aves levantavam voo ao seu redor. Nada do que eu possa escrever transmite a sensação vivida naquele momento,” explica Thibaud.

Onças no Pantanal
No entanto, Marcela e sua espécie enfrentam desafios significativos. A perda de habitat, as queimadas e o desmatamento ameaçam a sobrevivência desses felinos majestosos. Projetos de conservação, como o Jaguar ID Project, são essenciais para monitorar e proteger esses animais.

Além disso, a cena de Marcela caminhando ao longo do Rio São Lourenço é um lembrete poderoso da importância de preservar a natureza e de respeitar o lugar que esses animais ocupam no coração do Pantanal. Ela é, portanto, um símbolo vivo da exuberância e do poder selvagens que ainda existem em nosso planeta, e sua presença nos convida a refletir sobre o futuro desses ecossistemas frágeis e magníficos.
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