O agronegócio brasileiro atingiu um novo patamar em 2024: 28 milhões de pessoas empregadas. Isso é o equivalente a 26,02% de todos os postos de trabalho do país. O número, o maior já registrado desde o início da série histórica em 2012, representa um crescimento de 1% em relação a 2023, com 278 mil novas vagas criadas no período. O Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, elaborado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), apresenta esses dados.
O avanço reflete a expansão da agroindústria, que impulsionou demandas por serviços logísticos, transporte e comércio. Setores como abate de animais (+7,2%, 43.760 empregos), fabricação de massas e alimentos (+10,4%, 40.617 vagas) e móveis de madeira (+6,6%, 32.167 postos) se destacaram na geração de oportunidades.
Formalização e qualificação marcam tendência no campo
O crescimento foi puxado tanto por trabalhadores com carteira assinada quanto por informais. Mas com um diferencial: a maior participação de profissionais com ensino superior completo, seguindo uma tendência de modernização do setor. Outro destaque é o aumento da presença feminina no agro, consolidando uma mudança gradual no perfil da mão de obra rural.
A transformação de matérias-primas em produtos industrializados exerce papel vital no fortalecimento do mercado de trabalho. Além do abate de animais e alimentos processados, a moagem e produção de amidos registrou alta de 14,6% em empregos, com 22.588 novas vagas.
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