O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concluiu, entre os dias 15 e 30 de maio de 2025, a primeira fase da Operação Mugil no litoral do Rio Grande do Sul. A iniciativa, realizada em parceria com a Marinha do Brasil, Brigada Militar Ambiental do RS, Polícia Militar Ambiental de SC, Polícia Federal e Receita Federal, teve como foco coibir a pesca ilegal da tainha (Mugil liza) durante o período reprodutivo da espécie, considerado crítico para a manutenção dos estoques naturais.

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A Operação Mugil, de caráter nacional e realizada anualmente nas regiões Sul e Sudeste, é uma resposta à redução de 70% na biomassa da tainha causada pela sobrepesca. Durante a chamada “corrida da tainha”, quando os cardumes migram para o mar para reprodução, foram implementadas medidas rigorosas, como:

  • Restrição das áreas de captura para a frota de cerco, exigindo distância mínima de 10 milhas náuticas da costa;
  • Definição de cotas de captura por frota e modalidade;
  • Monitoramento das capturas via Sistema de Contabilidade e Acompanhamento de Captura (SISTainha);
Foto: Ibama
  • Estabelecimento do tamanho mínimo de captura em 35 cm;
  • Emissão de autorizações complementares especiais e temporárias para as frotas.

A força-tarefa utilizou embarcações como o Navio Patrulha Babitonga e o Rebocador de Alto Mar Tritão, além de lanchas, jet-skis, drones e radares para ampliar a fiscalização e vigilância nas áreas de atuação.

Resultados da Operação Mugil 2025

A operação resultou em:

  • 28 multas aplicadas, somando R$ 3.197.740,00;
  • Apreensão de 51 toneladas de pescado, sendo 15 toneladas de tainha;
  • Apreensão de cinco raias ameaçadas de extinção;
  • Quatro embarcações e um caminhão apreendidos;
  • Sete embarcações lacradas por irregularidades em equipamentos de rastreamento;
  • Dois atracadouros/terminais de descarga autuados, embargados e lacrados por ausência de licença ambiental.
Apreensão de pescado durante operação. Foto: Ibama

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