Um estudo conduzido pelo engenheiro agrônomo Ivalino Alves Xavier Pinto avaliou a eficácia de bioestimulantes e da bactéria Azospirillum brasilense no desenvolvimento inicial do milho. A pesquisa, intitulada “Avaliação da eficiência do tratamento de sementes com bioestimulantes e Azospirillum na promoção do desenvolvimento inicial na cultura do milho”, revelou que os bioestimulantes tiveram melhor desempenho em condições de campo, enquanto a inoculação mostrou maior eficácia em laboratório.

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O milho é uma das culturas mais importantes do Brasil, com grande impacto econômico e social, especialmente em estados como Mato Grosso. Diante disso, estratégias para melhorar o crescimento das plantas, como o uso de bioestimulantes e inoculantes, têm ganhado destaque. Essas tecnologias podem:

  • Aumentar a eficiência nutricional
  • Melhorar a tolerância a estresses (seca, temperaturas extremas)
  • Promover a fixação biológica de nitrogênio

Metodologia e resultados do estudo

O experimento foi realizado no laboratório de sementes da Fundação Rio Verde e na Fazenda Guatá, em Lucas do Rio Verde (MT). Foram testados:

  • Inoculação com Azospirillum brasilense (Azotop)
  • Bioestimulantes (Stimulate, Biozyme, Germinate e Radifarm)
  • Um grupo controle (sem bioestimulantes)
Principais achados:
  • Bioestimulantes promoveram maior vigor nas plantas, com destaque para o Biozyme, que apresentou melhor desempenho no desenvolvimento radicular e da parte aérea.
  • A inoculação com Azospirillum teve efeito significativo apenas em laboratório, indicando que sua eficácia pode depender de condições controladas.
  • Não houve interação significativa entre bioestimulantes e inoculação, sugerindo que seus efeitos são independentes.

Implicações para o agronegócio

Os resultados indicam que bioestimulantes podem ser uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento inicial do milho, enquanto a inoculação pode exigir ajustes para melhor adaptação em campo.

Engenheiro agrônomo Ivalino Alves Xavier Pinto. Foto: divulgação

“O impacto dessas tecnologias varia conforme fatores ambientais, indicando a necessidade de mais estudos para otimizar seu uso”, afirma Ivalino Pinto.

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A banca examinadora aprovou a pesquisa, o que credencia o autor ao título de Mestre em Agronomia pela Unoeste, em parceria com a Unilasalle/Lucas, por meio do projeto PCI/Capes.

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