Resumo da notícia
- Anatel liberou novas frequências para a Starlink desenvolver conexão direta entre satélites e celulares, ampliando o acesso em áreas sem cobertura terrestre no Brasil.
- Tecnologia direct-to-device (D2D) permite que celulares compatíveis se conectem diretamente a satélites, beneficiando especialmente áreas rurais e propriedades afastadas.
- Apesar do avanço regulatório, o serviço ainda depende de testes, acordos e aparelhos compatíveis, sem previsão de lançamento comercial em larga escala no país.
Uma tecnologia que promete levar sinal de celular a locais onde as antenas das operadoras não chegam ganhou novo impulso no Brasil. A Anatel disponibilizou novas frequências para a Starlink desenvolver serviços de comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis.
Conhecido como direct-to-device (D2D), o sistema permite que celulares compatíveis se conectem diretamente a satélites quando estão fora da cobertura das redes terrestres.
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A mudança interessa especialmente ao campo. Mesmo em municípios com ampla cobertura populacional, propriedades rurais podem ter grandes extensões sem 4G ou 5G.
Como o celular consegue sinal sem uma torre por perto
No modelo tradicional, o aparelho precisa se comunicar com uma estação terrestre da operadora. Com o D2D, o satélite funciona como uma alternativa de conexão em regiões descobertas.
A Anatel confirmou a disponibilização de espectro adicional na banda S para a Starlink. A empresa recebeu um bloco adicional de 15+15 MHz destinado ao desenvolvimento desse tipo de comunicação.
Isso não significa, porém, que qualquer celular brasileiro já possa acessar a rede da Starlink.
A implantação depende de testes, acordos com operadoras, disponibilidade do serviço e compatibilidade dos aparelhos.
O que muda para quem está no campo
O principal potencial está justamente onde a infraestrutura terrestre encontra dificuldades para chegar.
Fazendas extensas, estradas rurais e áreas afastadas das sedes das propriedades podem se beneficiar de uma cobertura complementar por satélite.
A própria Anatel utiliza a cobertura 4G e 5G das áreas passíveis de uso agrícola como um dos indicadores para avaliar a conectividade dos municípios brasileiros.
Ainda assim, o satélite não deve substituir as redes convencionais. A tendência, portanto, é que as duas infraestruturas funcionem de forma complementar.
Serviço ainda não está disponível em larga escala
O avanço regulatório representa uma etapa importante, mas ainda não significa lançamento comercial amplo no Brasil.
Questões como velocidade, aparelhos compatíveis, cobertura efetiva e modelo de cobrança ainda precisam ser definidas.
Para o produtor rural, portanto, a novidade mais importante não é uma nova antena de internet. É a possibilidade de, no futuro, o próprio celular conseguir se conectar em locais onde hoje aparece “sem serviço”.