Autor: Luna Amaro

Luna Amaro escreve no Agro em Campo desde 2024, com cobertura de agricultura, pecuária, ciência e sustentabilidade. Cresceu no interior de São Paulo, em uma das principais regiões produtoras de laranja do país, onde teve contato próximo com a realidade do campo.

O agronegócio brasileiro pode perder até US$ 5,8 bilhões por ano com as tarifas impostas pelos Estados Unidos. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta que a medida entrará em vigor a partir de agosto. Em geral, as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros podem reduzir pela metade o valor exportado em 2024. Segundo a CNA, alguns setores sentirão mais os impactos. O suco de laranja, por exemplo, pode ter as exportações para os EUA reduzidas a zero. Além disso, a carne bovina deve cair 47% e o sebo bovino, 50%. Ao mesmo tempo, produtos de madeira…

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Os preços do boi para abate caem desde o fim de junho, mostram levantamentos do Cepea. Todas as praças registram baixas em julho. Pesquisadores explicam que a queda reflete maior oferta de pecuaristas, provocada pela deterioração das pastagens na seca. Nesse período, aumentam as entregas de lotes confinados, enquanto a demanda mostra sinais de enfraquecimento. Na última semana, o movimento foi mais contido, com negócios fechados a preços estáveis em relação ao período anterior. Mercado de suínos recua, mas mantém média mensal positiva Os preços do suíno vivo e da carne suína seguem em queda nos últimos dias. Em geral, a pressão…

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O Brasil conquistou novo espaço para exportar guaraná em pó para a Malásia. O acordo segue regras fitossanitárias definidas pelos dois países. Guaraná em pó O guaraná em pó, nativo da Amazônia, é um dos produtos mais valorizados da biodiversidade brasileira. Ele possui cafeína, taninos, saponinas e catequinas. Essas substâncias oferecem efeitos estimulantes, antioxidantes e anti-inflamatórios, por isso o produto ganha espaço em bebidas energéticas e suplementos. O Brasil lidera a produção mundial de guaraná e é o maior exportador do insumo. A Malásia, com mais de 34 milhões de habitantes, possui indústria alimentícia em expansão. Em 2024, o país importou…

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O mercado de café brasileiro vive um cenário incerto. Pesquisadores do Cepea afirmam que a possível tarifa de 50% nos Estados Unidos preocupa o setor. Colheita A colheita avança no país, mas a volatilidade aumenta com a maior oferta. Para o arábica, as atividades seguem em bom ritmo. Já o robusta está praticamente colhido. Segundo especialistas, a principal preocupação envolve o café solúvel, que usa robusta como matéria-prima. Os Estados Unidos são grandes compradores desse produto. O robusta brasileiro ganhou espaço após a menor produção no Vietnã no ano passado. Além disso, problemas logísticos afetaram embarques da Ásia para Europa e…

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A combinação entre câmbio elevado e menor oferta impulsiona os preços do trigo no Sul do Brasil.  Segundo o Cepea, a valorização do dólar aumentou a paridade de importação, o que sustentou os valores internos. Ao mesmo tempo, a expectativa de uma safra menor reforçou o movimento de alta nos estados produtores. Em geral, no Rio Grande do Sul e no Paraná, os preços do trigo permaneceram firmes ao longo da última semana. Vendedores mantêm a posição firme, enquanto acompanham o avanço das lavouras ou finalizam o plantio. Ao mesmo tempo, compradores seguem atentos às oportunidades e demonstram preferência pelo trigo…

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A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) solicitou crédito emergencial ao governo federal para apoiar o setor exportador. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (21) no Palácio do Planalto e se destina ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tarifa de Donald Trump A medida tenta reduzir o impacto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras de pescado. Em geral, segundo a Abipesca, os EUA são o destino de 70% do pescado exportado pelo Brasil. Com a nova taxação, cerca de R$ 300 milhões em produtos estão parados em portos, embarcações e unidades industriais. A proposta da…

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Os preços do etanol caíram no mercado paulista entre os dias 14 e 18 de julho, segundo o Cepea. O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado em São Paulo fechou a R$ 2,5239 por litro. Ou seja, esse valor é líquido de ICMS e PIS/Cofins e representa queda de 1,1% frente à semana anterior. No mesmo período, o etanol anidro caiu 1,33% e fechou a R$ 2,9204 por litro, também sem impostos. Negociação lenta O ritmo de negócios com etanol continua lento, apontam os pesquisadores do Cepea. Em geral, as distribuidoras compram volumes menores, esperando preços mais atrativos no curto prazo.…

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Mesmo com o clima seco, produtores seguem priorizando o plantio da mandioca. A condição climática, porém, dificulta os trabalhos de campo em várias regiões. Com isso, a oferta da raiz permanece baixa para parte das fecularias consultadas pelo Cepea. Por outro lado, a demanda pela mandioca também segue enfraquecida. Ou seja, a procura por derivados como farinha, fécula e amidos modificados está em queda. Devido a isso, muitas indústrias reduziram os dias de moagem nas últimas semanas. Esse cenário de baixa oferta e fraca demanda pressionou os preços da mandioca. Os valores da raiz caíram em todas as regiões acompanhadas…

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A demanda firme por soja para o esmagamento tem sustentado os preços do grão no Brasil e no exterior. Pesquisadores do Cepea explicam que essa procura mantém o mercado aquecido, mas a alta nos preços enfrenta um limite. Em geral, esse freio ocorre devido à grande oferta global de soja em grão, que segue em crescimento. Segundo o USDA, a produção mundial deve subir de 421,99 para 427,68 milhões de toneladas em 2025/26. Ou seja, esse número representa um novo recorde para a produção da oleaginosa no cenário internacional. No Brasil, os preços registraram leve alta neste mês, segundo dados parciais…

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Os preços do feijão seguem voláteis, mas as altas predominam no mercado, segundo pesquisadores do Cepea. A variedade carioca de melhor qualidade apresenta valorização devido à baixa oferta do grão no mercado nacional. No Paraná, os produtores já encerraram a colheita da segunda safra com forte queda na produção. Segundo o Deral/Seab, a segunda safra somou 526,6 mil toneladas, com retração de 23% em relação ao ciclo anterior. Apesar da queda, a produção expressiva da primeira safra compensou o resultado, elevando a oferta total do estado. A primeira safra alcançou 338 mil toneladas, crescimento de 102% na comparação com o mesmo período do ano…

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