Resumo da notícia
- O Brasil inaugura em janeiro de 2026 a primeira Central de Coleta e Processamento de Sêmen equino com tecnologia internacional, localizada em Itatinga, SP, com investimento de R$ 10 milhões.
- A unidade dispõe de equipamentos avançados como CASA e microscopia de fluorescência, além de sêmen sexado e processos personalizados para alta fertilidade e bem-estar animal.
- O sistema incorpora blockchain para rastreabilidade completa, oferecendo transparência e um portal exclusivo para criadores acompanharem o material genético em tempo real.
O mercado brasileiro de equinocultura está prestes a dar um salto tecnológico. Em janeiro de 2026, entra em operação no interior de São Paulo a primeira Central de Coleta e Processamento de Sêmen (CCP) equino do país nos moldes internacionais, oferecendo aos criadores nacionais acesso a serviços e infraestrutura comparáveis aos melhores centros dos Estados Unidos e Europa.
Localizada em Itatinga, a nova unidade representa um investimento de R$ 10 milhões e promete revolucionar a produção, coleta e armazenamento de material genético de cavalos no Brasil. A estrutura foi projetada com foco em dois pilares fundamentais: alta performance reprodutiva e bem-estar animal.
Tecnologia a serviço da reprodução
As instalações contam com equipamentos de última geração para análise e processamento de sêmen. O laboratório de criopreservação utiliza sistemas como CASA (Computer Assisted Sperm Analysis) e microscopia de fluorescência, que permitem análises detalhadas desde a integridade da membrana plasmática até a motilidade dos espermatozoides.
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Um diferencial importante é o processo de congelamento personalizado, com diluidores e curvas de congelação ajustadas às características individuais de cada garanhão. Essa customização garante maior viabilidade e fertilidade do material genético preservado.
A central também oferece tecnologias avançadas como sêmen sexado, que permite aos criadores escolher previamente o sexo do potro, e suporte para produção de embriões por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides).
Rastreabilidade e transparência
A operação incorpora blockchain para registrar cada etapa do processo, da coleta à entrega do material. Os criadores têm acesso a um portal exclusivo onde podem acompanhar o status do estoque. Além de consultar dados detalhados sobre o material genético adquirido, garantindo total rastreabilidade.
A estrutura foi pensada para proporcionar conforto e saúde aos garanhões. As baias individuais possuem sistema de ventilação cruzada e controle de temperatura com ventiladores e nebulização. Além de janelas internas e telas frontais que permitem interação visual entre os animais, criando um ambiente mais natural.
Entre os recursos inovadores estão o rodador elétrico para exercícios regulares e controlados, baias almofadadas para descanso confortável e prevenção de lesões, e uma enfermaria equipada para monitoramento constante. A unidade também conta com área de quarentenário para cavalos importados, seguindo protocolos rigorosos para atender mercados internacionais.
O manejo nutricional é individualizado, com acompanhamento de nutricionistas equinos e veterinários experientes. A alimentação é formulada especificamente para otimizar a qualidade do sêmen, com rações concentradas enriquecidas com suplementos vitamínicos ajustados à rotina de cada animal.
Sustentabilidade nas operações
A nova central incorpora práticas sustentáveis em toda a operação. O sistema de hidratação utiliza bebedouros de sete litros em cada baia, abastecidos com água pura de poços semiartesianos e armazenada em reservatório com capacidade para 50 mil litros, garantindo temperatura ideal e qualidade constante.
A unidade oferece portfólio completo de serviços: comercialização de sêmen fresco, semiconservado e congelado; atendimento técnico especializado; logística de transporte seguro do material genético; acompanhamento veterinário e nutricional; além de consultoria para otimização dos processos reprodutivos nos criatórios.
Impacto no setor
A inauguração desta central representa um marco para a equinocultura brasileira. Até então, criadores que buscavam serviços deste nível de especialização precisavam recorrer a centros no exterior ou trabalhar com estruturas menos sofisticadas.
Com a nova infraestrutura disponível no país, espera-se maior eficiência nos programas de melhoramento genético. Além de redução de custos operacionais para criadores e aceleração nos resultados dos plantéis. A iniciativa também posiciona o Brasil de forma mais competitiva no mercado internacional de genética equina.
A entrada em operação está prevista para janeiro de 2026, quando a central começará a atender criadores das principais raças de cavalos do país, oferecendo soluções que aliam tecnologia de ponta, rigor científico e respeito ao bem-estar animal.