A renovação do Pacote contra a Inflação e a Fome (PACIC) pelo governo mexicano deve manter aquecido o fluxo de exportações brasileiras de carne de aves e suínos para o México em 2025. Em resumo, apenas nos primeiros 11 meses de 2024, o Brasil exportou 247 mil toneladas desses produtos para o mercado mexicano.

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a renovação oficial do programa, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil. Criado há dois anos pela Secretaria de Fazenda e Crédito Público do México, o PACIC visa conter a inflação e evitar a escassez de alimentos, incentivando a importação de produtos essenciais, como carne de frango e suína.

Com a prorrogação do programa, as condições atuais para importação permanecem. Não há cotas limitadoras e a tarifa continua zerada. O PACIC seguirá em vigor durante todo o ano de 2025.

Desde sua criação, o acordo fortaleceu a parceria comercial entre Brasil e México. Entre janeiro e novembro de 2024, o país importou 205 mil toneladas de carne de frango. Ou seja, um crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período de 2023. Já a carne suína alcançou 42 mil toneladas, alta de 49,7% no mesmo comparativo. Em geral, o volume gerou receitas de US$ 620 milhões.

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Exportações para o México

Atualmente, o México ocupa a sétima posição entre os principais importadores de carne de frango do Brasil e a décima posição para carne suína.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou os esforços do Ministério da Agricultura para manter o Brasil como fornecedor estratégico no âmbito do PACIC. “As boas relações entre os países e a parceria sólida entre produtores brasileiros e importadores mexicanos indicam que o fluxo de carne de aves e suínos deve seguir positivo em 2025, beneficiando ambas as nações”, afirmou Santin.