Resumo da notícia
- Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul subiram mais de 11% em março, mas ainda não cobrem os custos de produção, segundo dados do Cepea.
- A demanda se manteve firme, porém a liquidez foi restrita, com negociações pontuais e volumes reduzidos devido à cautela dos agentes.
- A redução das chuvas acelerou a colheita, e produtores focaram no campo, afastando-se do mercado spot, deixando negociações para quem precisava de caixa.
Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul subiram mais de 11% em março. Os dados são do Cepea e comparam o fechamento com fevereiro.
Apesar da valorização, o mercado manteve demanda firme ao longo do mês. No entanto, a liquidez seguiu restrita durante todo o período. Os produtores reduziram a oferta porque enfrentaram descompasso entre preços e custos de produção.
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Além disso, os agentes adotaram postura cautelosa nas negociações. Por isso, os negócios ocorreram de forma pontual e envolveram pequenos volumes. Mesmo com a alta, os valores atuais ainda não garantem rentabilidade ao produtor.
Segundo o Cepea, os preços permanecem abaixo do nível necessário para cobrir os custos.
Ao mesmo tempo, a redução das chuvas favoreceu o avanço da colheita. Diante desse cenário, produtores priorizaram as atividades no campo e se afastaram do mercado spot. Assim, apenas agentes com maior necessidade de caixa mantiveram presença nas negociações. Ainda assim, esses participantes negociaram volumes reduzidos ao longo de março.