Feira reúne cerca de 30 produtores e oferece degustação de até 80 rótulos com preço unificado
Venda Azeites - Foto: Artur Chagas/ AgroEffective/Divulgação.

A maior safra de azeite de oliva da história do Brasil chega à Expointer com força total. A 49ª edição da feira, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), reúne venda e degustação de azeites extravirgem nacionais. O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) organiza a iniciativa e busca aproximar o consumidor do produto brasileiro.

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O País produziu 1,434 milhão de litros de azeite, salto de 496,75% em relação ao ano anterior. Só o Rio Grande do Sul respondeu por 1,17 milhão de litros desse total e se consolida como o principal polo olivícola nacional.

Espaço reúne dezenas de produtores com preço único

O espaço coletivo do setor, montado no Pavilhão Internacional, reúne cerca de 30 produtores de diferentes regiões. Ao todo, o público encontra entre 60 e 80 rótulos à venda. A organização, além disso, adotou preço unificado para todos os produtos.

Dessa forma, o visitante escolhe os azeites pela degustação e pelas próprias preferências, sem o valor pesar na decisão. Para quem quer experimentar mais de uma opção, o espaço também oferece caixas com três ou seis produtos, o que incentiva o público a testar variedades diferentes antes de decidir qual levar para casa.

Degustação orienta o consumidor em meio a denúncias

Para o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, a feira funciona como vitrine do avanço da olivicultura brasileira. Ele avalia que a Expointer aproxima o público dos principais azeites produzidos no País. Segundo ele, depois de experimentar esses rótulos, o consumidor dificilmente volta a comprar apenas produtos importados.

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Nesse contexto, a degustação também ganha função de orientação, diante de denúncias recentes sobre produtos vendidos como extravirgem sem cumprir essa classificação. A experiência sensorial, assim, ajuda o visitante a perceber diferenças entre categorias distintas de azeite. Segundo Obino Filho, esse contraste costuma ficar evidente já durante o teste.

Selo Premium reforça a rastreabilidade dos rótulos gaúchos

O azeite extravirgem segue parâmetros específicos de qualidade, avaliados por análises químicas, físicas e sensoriais. Parte dos rótulos gaúchos na feira carrega ainda o Selo Premium, criado pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) em parceria com o Ibraoliva.

Foto: Reprodução/GOV

Para conquistar a certificação, o produto passa por testes laboratoriais e avaliação sensorial, e o selo fica vinculado ao lote analisado. Isso garante mais rastreabilidade ao consumidor final. Segundo Obino Filho, essa camada extra confirma que aquele produto específico foi aprovado nos testes.

Acidez segue como um dos principais critérios de qualidade

A acidez figura entre os principais indicadores usados para classificar o azeite. A legislação brasileira exige acidez livre de até 0,8% para o extravirgem, enquanto o Selo Premium adota critério bem mais rígido, com limite máximo de 0,3%.

Vários rótulos gaúchos superam essa exigência e alcançam índices entre 0,1% e 0,15%. O paladar não percebe a acidez diretamente, mas esse número reflete o cuidado no processamento e na conservação das azeitonas: quanto mais baixo o percentual, maior o padrão de excelência alcançado pelo produtor.