Fruta entrega quase a mesma proteína que um ovo e ainda acalma
Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

O maracujá conquista nutricionistas e consumidores com uma característica rara entre as frutas: seu teor elevado de proteína. Uma porção da fruta entrega aproximadamente 5g de proteína, valor que se aproxima dos 6g fornecidos por um ovo médio. Essa concentração surpreende, já que frutas raramente aparecem como fontes significativas desse macronutriente.

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A descoberta transforma o maracujá em uma alternativa valiosa para quem busca aumentar a ingestão de proteína vegetal na dieta. Vegetarianos, veganos e pessoas interessadas em diversificar suas fontes proteicas encontram na fruta tropical uma opção nutritiva e acessível.

Riqueza nutricional vai muito além da proteína

O maracujá concentra benefícios que vão além do conteúdo proteico. A fruta oferece abundância em fibras alimentares, que auxiliam o funcionamento intestinal e prolongam a sensação de saciedade. Seu perfil antioxidante protege as células contra danos oxidativos, enquanto vitaminas essenciais fortalecem o organismo.

O betacaroteno, precursor da vitamina A, atua na saúde ocular e na integridade da pele. A vitamina C, presente em quantidades expressivas, fortalece o sistema imunológico e participa da síntese de colágeno. Esses nutrientes trabalham em conjunto para promover bem-estar e vitalidade.

Propriedades calmantes atraem atenção crescente

As reconhecidas propriedades calmantes do maracujá consolidam sua reputação como alimento funcional. Compostos bioativos presentes na fruta, especialmente na polpa e nas folhas, demonstram efeitos ansiolíticos e sedativos suaves. Estudos científicos investigam a passiflorina e outros alcaloides que podem modular a atividade do sistema nervoso.

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Consumidores modernos, pressionados por rotinas estressantes, procuram alternativas naturais para promover relaxamento. O maracujá atende essa demanda sem os efeitos colaterais associados a medicamentos sintéticos. Sucos, chás e extratos da fruta ganham espaço nas prateleiras de produtos naturais.

Brasil domina produção mundial de maracujá

O Brasil se posiciona como maior produtor mundial de maracujá, colhendo mais de 700 mil toneladas anuais. A produção nacional concentra-se principalmente no Nordeste, onde estados como Bahia, Ceará e Pernambuco lideram o cultivo. O clima tropical e as condições de solo favorecem o desenvolvimento das diversas variedades da fruta.

O maracujá-azedo (Passiflora edulis) representa a maior parte da produção comercial brasileira. Agricultores familiares e grandes produtores cultivam a fruta para atender o mercado interno e exportações crescentes. A cadeia produtiva gera empregos e movimenta a economia regional, especialmente em áreas rurais.

Mercado nacional e exportações em expansão

O mercado brasileiro de maracujá movimenta cifras expressivas, com consumo tanto in natura quanto processado. A indústria transforma a fruta em sucos, polpas congeladas, doces, geleias e sorvetes. Produtos derivados do maracujá conquistam consumidores que valorizam sabores tropicais autênticos.

As exportações brasileiras de maracujá e seus derivados crescem anualmente, com destinos principais na Europa e América do Norte. Países importadores apreciam a qualidade da fruta brasileira e sua versatilidade culinária. O mercado internacional reconhece o Brasil como fornecedor confiável de maracujá premium.

Desafios da produção e oportunidades de crescimento

Produtores enfrentam desafios como pragas, doenças e oscilações climáticas que afetam a produtividade. A fusariose e o vírus do endurecimento dos frutos representam ameaças significativas aos pomares. Pesquisadores desenvolvem variedades resistentes e técnicas de manejo integrado para minimizar perdas.

Oportunidades surgem com a demanda crescente por alimentos funcionais e superalimentos. O marketing em torno dos benefícios nutricionais do maracujá impulsiona vendas em mercados sofisticados. Produtores que investem em certificações orgânicas e práticas sustentáveis conseguem preços premium.

Versatilidade culinária amplia consumo

A gastronomia explora o maracujá em preparações doces e salgadas. Chefs criam mousses, tortas, pavês e drinks que destacam o sabor ácido característico da fruta. Cozinhas contemporâneas incorporam o maracujá em molhos para carnes, marinadas e reduções que agregam complexidade aos pratos.

Cultivares Maracujá resistentes a fusariose
Foto: Gabriel Faria/Embrapa

O uso do maracujá em receitas funcionais cresce entre nutricionistas e influenciadores digitais. Smoothies proteicos combinam a fruta com outras fontes vegetais para maximizar o aporte nutricional. Essa versatilidade mantém o maracujá relevante em diferentes contextos alimentares.

Sustentabilidade e aproveitamento integral

Iniciativas sustentáveis promovem o aproveitamento integral do maracujá, incluindo cascas e sementes. A casca, rica em pectina, serve como ingrediente para produtos funcionais voltados ao controle glicêmico. Pesquisadores estudam aplicações industriais para subprodutos que tradicionalmente viravam descarte.

Pequenos produtores adotam sistemas agroflorestais que integram maracujazeiros com outras culturas. Essas práticas melhoram a resiliência dos sistemas produtivos e reduzem a dependência de insumos externos. A produção sustentável de maracujá alinha-se com expectativas crescentes de consumidores conscientes.

O futuro do maracujá no Brasil e no mundo parece promissor. A fruta combina apelo nutricional, sabor único e versatilidade que atendem tendências contemporâneas de alimentação. Investimentos em pesquisa, melhoramento genético e marketing devem ampliar ainda mais o alcance do maracujá.

A revelação sobre seu conteúdo proteico posiciona o maracujá como protagonista em dietas baseadas em plantas. Consumidores descobrem que podem obter nutrição completa de fontes tropicais e saborosas. O maracujá se estabelece não apenas como fruta, mas como alimento estratégico para a nutrição moderna.