Setor responde por 40,5% das exportações do estado; açúcar lidera vendas e China é o maior mercado, enquanto EUA sofrem impacto de tarifas
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Foto: Divulgação Massey Ferguson

O agronegócio paulista consolidou-se como o motor das exportações estaduais e um pilar fundamental para a economia brasileira em 2025. Em um ano marcado por instabilidade internacional e a imposição do “tarifaço” norte-americano, o setor fechou o exercício com um superávit comercial robusto de US$ 23,09 bilhões. Os dados, compilados pela Diretoria de Pesquisa do Agronegócio (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, revelam a resiliência e a força do campo paulista.

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As exportações do agro somaram US$ 28,82 bilhões no ano, respondendo por 40,5% de tudo o que São Paulo vendeu ao exterior. Já as importações do setor foram de US$ 5,73 bilhões, equivalentes a apenas 6,6% do total estadual. “As exportações de 2025 registraram o segundo maior resultado de toda a série histórica.

São números bastante expressivos, que geram desenvolvimento, empregos e fortalecem a economia do estado”, destacou Carlos Nabil Ghobril, diretor da APTA.

No ranking nacional do agronegócio, São Paulo reafirmou sua importância ao ser responsável por 17% das exportações do setor no Brasil, ocupando a segunda colocação entre todos os estados, atrás apenas de Mato Grosso (17,3%).

Açúcar, carne e laranja no topo da Pauta

A pauta de exportações foi liderada pelo complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), com 31% do total e US$ 8,95 bilhões, seguido pelo setor de carnes (15,4% / US$ 4,43 bi) e pelos sucos (10,4% / US$ 2,98 bi), com predomínio esmagador do suco de laranja. Produtos florestais (celulose e papel) e o complexo soja completam o top 5, que, juntos, concentraram 75,1% das vendas externas do agro paulista.

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O café foi o grande destaque em crescimento, com aumento de 42,1% nas exportações na comparação com 2024. As carnes também tiveram desempenho forte (+24,2%). Por outro lado, grupos como o sucroalcooleiro (-28,4%) e produtos florestais (-5,2%) registraram retração, reflexo das oscilações nos mercados internacional e de preços.

China consolida liderança; EUA sofrem com tarifas

A China se manteve como o principal destino das exportações, absorvendo 23,9% do total. A União Europeia (14,4%) aparece em segundo lugar. Já os Estados Unidos (12,1%) sentiram diretamente o impacto das tarifas impostas a partir de agosto, com quedas mensais acentuadas nas exportações a partir daquele mês – chegando a uma retração de 54,9% em novembro.

A estratégia de diversificação de mercados mitigou parte do prejuízo, com aumento de vendas para países como México, Canadá e Argentina. A perspectiva para 2026 é de recuperação, especialmente após o anúncio da retirada das tarifas para itens como café, sucos, frutas tropicais e carne bovina em novembro. “Nos últimos três anos, as exportações para os Estados Unidos apresentaram crescimento consistente. O que reforça a perspectiva de retomada do fluxo comercial”, avalia José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).