Estado produziu 273,1 mil toneladas da espécie em 2025 e respondeu por cerca de 38,6% da produção nacional, segundo o Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026
tilapia
Foto: Comunicação Sistema FAEP

O Paraná mantém a liderança nacional na produção de tilápia, uma das principais espécies da piscicultura brasileira. Em 2025, o estado produziu 267 mil toneladas do peixe, segundo a tabela por espécie do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, elaborado pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O resultado reforça a importância da atividade para o agronegócio paranaense. Além de liderar a produção nacional da espécie, o estado ocupa posição de destaque no comércio exterior e reúne uma cadeia produtiva que envolve produtores rurais, cooperativas e empresas de processamento de pescado.

No Brasil, a produção de tilápia alcançou 707.495 toneladas em 2025, crescimento de 6,83% em relação ao ano anterior. Dessa forma, a espécie manteve sua posição de destaque na piscicultura brasileira.

Paraná concentra mais de um terço da produção nacional

A liderança paranaense fica evidente na comparação com os demais estados produtores. Em 2025, São Paulo registrou 88,5 mil toneladas de tilápia, enquanto Minas Gerais alcançou 73,5 mil toneladas.

Na sequência, aparecem Santa Catarina, com 52,7 mil toneladas, e Mato Grosso do Sul, com 38,7 mil toneladas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Considerando a produção estadual de 267 mil toneladas e o volume nacional de 707.495 toneladas, o Paraná respondeu por aproximadamente 37,7% da produção brasileira de tilápia. Esse percentual resulta do cálculo com base nos volumes divulgados no anuário.

O estado também liderou a produção total de peixes de cultivo no país, com 273,1 mil toneladas em 2025, alta de 9,1% em relação ao ano anterior. Desse total, 267 mil toneladas corresponderam à tilápia, enquanto espécies nativas e outros peixes completaram o volume estadual.

Piscicultura brasileira ultrapassa 1 milhão de toneladas

O avanço da tilápia acompanha o crescimento da produção de peixes de cultivo no Brasil. Em 2025, o país alcançou 1.011.540 toneladas, alta de 4,41% em comparação com 2024.

Além da tilápia, a piscicultura nacional inclui espécies nativas, como tambaqui e pacu, além de outros peixes criados em sistemas de cultivo.

Nesse cenário, a expansão da atividade amplia a importância da aquicultura para o abastecimento de alimentos e para a economia de diferentes regiões brasileiras.

Entretanto, o crescimento também exige atenção aos custos de produção. Despesas com ração, energia, mão de obra e manejo sanitário influenciam diretamente os resultados econômicos dos criadores.

Por isso, investimentos em tecnologia, melhoramento genético, qualidade da água e controle sanitário são importantes para manter a produtividade e a competitividade da cadeia.

Paraná lidera exportações brasileiras de tilápia

O protagonismo paranaense vai além da produção. Em 2025, o estado respondeu por 50% do valor das exportações brasileiras de tilápia, com US$ 28 milhões em vendas externas.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

São Paulo ocupou a segunda posição, com US$ 16 milhões, enquanto Mato Grosso do Sul registrou US$ 10,7 milhões.

No conjunto da piscicultura brasileira, as exportações movimentaram US$ 60 milhões em 2025, crescimento de 2% em valor. Em contrapartida, o volume embarcado caiu 1%, passando de 13.792 toneladas em 2024 para 13.684 toneladas em 2025.

A tilápia respondeu por 94% do valor das exportações brasileiras de peixes de cultivo, conforme os dados divulgados pelo Governo do Paraná.

Além disso, os Estados Unidos permaneceram como principal destino do pescado brasileiro, concentrando 87% do valor exportado pelo setor.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Tecnologia e novos mercados são desafios para o setor

Para manter a liderança, a cadeia paranaense precisa acompanhar as exigências do mercado e buscar maior eficiência produtiva. Investimentos em tecnologia, certificação e processamento podem contribuir para melhorar a competitividade e ampliar as oportunidades comerciais.

Ao mesmo tempo, a abertura de novos mercados internacionais pode reduzir a dependência de poucos compradores. Para avançar nessa direção, porém, produtores e empresas precisam atender às exigências sanitárias e comerciais de cada destino.

A sustentabilidade também merece atenção. O manejo adequado dos viveiros, o controle da qualidade da água e as medidas para evitar a fuga de peixes para ambientes naturais integram os cuidados necessários à expansão da aquicultura.

Assim, a liderança do Paraná na produção e nas exportações de tilápia reforça a importância da atividade para o agronegócio estadual. A continuidade desse desempenho dependerá da eficiência produtiva, dos investimentos na cadeia e da capacidade de conquistar novos mercados.