Reconhecimento nacional abre inscrições até 7 de junho para produtoras rurais com atuação sustentável e impacto no campo
As vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro de 2025 representaram as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul - Foto: Divulgação/ Bayer

Produtoras rurais de todo o país já podem se inscrever na 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. A iniciativa é realizada pela Bayer em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio. As inscrições para a categoria “Produtora Rural” começaram em 1º de abril e seguem até 7 de junho, pelo site oficial. O objetivo é reconhecer mulheres que se destacam no campo. Além disso, o prêmio valoriza práticas sustentáveis, boa governança e impacto social.

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Para participar, as candidatas devem comprovar atuação alinhada a esses pilares. Nesse sentido, as iniciativas passam por avaliação técnica. Uma banca independente realiza a análise, formada por especialistas de instituições públicas e privadas. Além disso, o grupo considera critérios operacionais e também os resultados alcançados nas propriedades.

Segundo Daniela Barros, diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer no Brasil, o prêmio mantém o propósito desde a criação. “Mesmo após quase uma década, o Prêmio Mulheres do Agro segue com o propósito claro de reconhecer o protagonismo das mulheres no campo e ampliar a visibilidade de iniciativas que contribuem para um agronegócio mais sustentável, inovador e inclusivo”, afirma.

Trajetórias que inspiram no campo

Entre os destaques da edição anterior está Flávia Strenger Garcia Cid. A produtora venceu na categoria “Grande Propriedade” em 2025. Ela está à frente da Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte (PR). Desde 2015, conduz uma operação verticalizada voltada à produção de óleos essenciais, extratos vegetais e bioinsumos.

Além disso, a gestão inclui industrialização dentro da propriedade. Também envolve mecanização de culturas não convencionais e uso de energia renovável. Ao mesmo tempo, a produtora investe em conservação ambiental e gestão hídrica. Ainda, desenvolve ações com comunidades do entorno. Dessa forma, consolida um modelo alinhado às demandas atuais do agronegócio.

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“O prêmio nos dá voz para inspirar outras produtoras e mostra que o trabalho feminino deixou de ser coadjuvante para ganhar protagonismo no agronegócio brasileiro”, destaca Flávia. “Além disso, o reconhecimento confirma que o esforço e a dedicação à produção agrícola fazem a diferença.”

Nos últimos anos, a premiação tem registrado crescimento no número de participantes. Com isso, reflete o avanço da presença feminina no setor. De acordo com Gislaine Balbinot, diretora da ABAG, o aumento do engajamento impulsiona melhorias na iniciativa. “Contabilizamos recordes de engajamento a cada edição, o que nos incentiva a aprimorar a iniciativa para que todas as vencedoras tenham suas jornadas ainda mais impactadas depois do Prêmio Mulheres do Agro”, afirma.

Premiação e agenda especial

Ao final do processo, dez mulheres serão premiadas. Desse total, nove serão produtoras rurais e uma será da área de ciência e pesquisa. Além disso, as indicações para essa categoria ocorrerão entre 15 e 30 de abril.

A organização realizará a cerimônia de premiação no segundo semestre, em São Paulo. O evento integra as comemorações pelos 130 anos da Bayer no Brasil. Além disso, deve ampliar a visibilidade das participantes e fortalecer conexões no setor.

Por fim, a expectativa é consolidar ainda mais o prêmio como referência nacional. Ao mesmo tempo, a iniciativa busca incentivar práticas inovadoras e sustentáveis no campo.