Resumo da notícia
- A rã-touro, espécie exótica invasora, foi confirmada em Florianópolis e preocupa autoridades pelo potencial de desequilíbrio ecológico e competição com espécies nativas.
- Predadora generalista, a rã-touro consome peixes, anfíbios e pequenos mamíferos, aumentando seu impacto ambiental e ameaçando a fauna local.
- Monitoramento e ações de captura foram iniciados para conter a expansão da espécie, com análises laboratoriais para doenças e alerta para prevenção de impactos maiores.
A presença da rã-touro (Aquarana catesbeiana) passou a ser monitorada em Florianópolis após registros confirmados no bairro Ratones.
A espécie é considerada exótica invasora e preocupa autoridades ambientais devido ao seu potencial de impacto sobre ecossistemas locais.
- Tilápia é espécie invasora? Veja o que os especialistas dizem
- Pronaf Azul oferece crédito de até R$ 250 mil para pescadores
Espécie invasora e de alto impacto ecológico
Originária da América do Norte, a rã-touro foi introduzida no Brasil em 1935 para criação comercial.
Hoje, é classificada como uma das espécies de maior risco ambiental por sua alta capacidade de adaptação e reprodução.
Predação e risco para fauna nativa
Segundo pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a rã-touro é uma predadora generalista.
Sua dieta inclui peixes, anfíbios, répteis e pequenos mamíferos, o que amplia seu impacto ambiental.
Além disso, seu porte avantajado facilita a ocupação de nichos ecológicos antes ocupados por espécies nativas.
Monitoramento e ações em campo
A primeira confirmação oficial ocorreu em outubro de 2025, com ações coordenadas pela FLORAM em parceria com a Prefeitura de Florianópolis.
Desde então, foram realizadas operações de campo que resultaram na captura de exemplares juvenis e adultos.
Os animais coletados foram encaminhados para análises laboratoriais, incluindo testes para doenças como ranavírus e quitridiomicose.
Risco de disseminação e alerta ambiental
A presença da espécie em múltiplas propriedades indica possível expansão silenciosa da população.
Autoridades reforçam a importância do monitoramento contínuo e da detecção precoce para evitar impactos maiores sobre a fauna local.









